segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Você, linda, cheia de amigas, curtindo todas as baladas: sexta à noite um happy hour depois do trabalho, sábado feijoada com samba no almoço, esticando para noite e domingo cinema. Sempre, claro, rodeada de amigas. Seu telefone não para de tocar, sua caixa de e-mail está sempre cheia de mensagens de baladas, programas, jantares, encontros. Amigas, amigas, amigas e amigos.

Quem aí já passou por tudo isso? Levanta a mão.

Certo, aí você se casa e tem um bebê. Ou, nem se casa, mas tem um bebê. Pronto, solidão! Essa cena aí de cima, que era tão comum, simplesmente não existe mais. Seu telefone não toca nunca mais, as amigas de antes desaparecem. Sim, assim, passe de mágicas, de-sa-pa-re-cem. Não há mais baladas, não há mais jantarzinhos, não há mais colo de amiga. Até aquelas, mais próximas, demoram meses para conhecer seu bebê.

Agora, seu mundo é outro. Sua realidade foi alterada. Suas noites não são mais passadas em claro dançando na balada. Agora, você baila no quarto do bebê com ele no colo. Seus almoços não são mais regados à dry martini, mas à muita mamadeira e suquinho natural. Suas noites de festa são nos buffets infantis e não mais nos bares de antes.


 Suas prioridades mudaram e agora outros pontos são importantes para você. Não, isso não é uma reclamação, apenas uma constatação. E, apesar de você se sentir a mais feliz e realizada das pessoas por ter se tornado mãe, você sente falta das suas amigas. Sim, muita falta. Sente saudade, quer colo, gostaria de falar sobre outras coisas que não assuntos maternos, quer dar uma voltinha, mesmo que seja no intervalo entre uma mamada e outra.

Eu passei por isso e, muito provavelmente, você também passou. É natural! Nossa vida muda e nem todos têm a percepção de que o que é importante para nós também possa ser compartilhado. Talvez, para aquela amiga que o importante são as baladas do fim de semana, a academia de todas as noites e o salão de cabelereiro do sábado à tarde, não faça o menor sentido perder tempo indo à festinha de 1 ano de seu filho, no tão concorrido sabadão. O que é importante para você não faz o menor sentido para ela.

Mas, olhem gente. Isso dói, dói sim. Você se pergunta porque tanta distância, mas depois de muito sofrer eu percebo que isso é natural e faz parte da vida da gente sempre. É tudo muito cíclico. As pessoas mudam, os ciclos se renovam, novas amizades vêm e outras vão. O mundo é circular e os nossos relacionamentos também.

E, se olhar bem profundamente, pode ser que ainda tenham sobrado aquelas que - talvez nem tão perto - mas sempre estarão ali por você. Sim, existe, olhe com atenção! 

E o meu recado hoje é esse, que a gente consiga entender - apesar da dor e da saudade - que a vida é circular mesmo e que pessoas vêm e vão. Quantas novas amizades você não fez depois da maternidade? Só por estarmos aqui já é uma prova! E se olhar bem no fundinho, vai encontrar aquelas que ainda estão ali, prontas para te segurar em qualquer tropeço.

http://blog.mulheremae.com.br

2 comentários:

  1. Olá querida! Que bom que nos encontramos. Com certeza temos muito o que compartilhar e vou ficar feliz em caminhar ao seu lado virtualmente! Vamos nos falando! Tenho um outro blog que talvez te interesse: http://salvemeucasamento.blogspot.com

    Talvez os textos te ajudem a escolher um bom companheiro para seu próximo relacionamento e como ter um bom contato com o pai da sua pequena! Que Deus te abençoe com muita força e sabedoria! Beijinhos, Dani.

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  2. Aconteceu exatamente assim comigo..........antes eu era cheia de amigas,o telefone toccava o tempo inteiro e hoje que sou mãe ,dá p contar em uma mão as que ainda ligam ou pelo menos me chamam no msn,rs.
    Sinto falta delas,as queria mais p´roximas,mas vc disse bem "O mundo é circular e os nossos relacionamentos também".Mas as vezes(muitas a solidão bate forte e temos que segurar a peruca e não deixar a peteca cair.Já fiz algumas amizades depois que virei mãe e são muito especiais,mas como a maioria tem marido,as vezes me sinto meio deslocada(não sou casada,o pai da minha filha trabalha em outra cidade e vem 2 ou 3 vezes por mês).O blog tá me ajudando nessa falta que sinto de amizades verdadeiras.

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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