domingo, 18 de dezembro de 2011

Quem nunca ouviu a frase ‘Mãe é para educar, avó é para estragar’? Cada vez mais, as avós ganham espaço na educação infantil. Com as mães trabalhando fora o dia inteiro, elas assumem um papel importante no dia a dia dos netos. O problema é que, muitas vezes, passam dos limites: intrometem-se na educação, mudam a linha alimentar que as crianças têm em casa, questionam ordens...

A terapeuta familiar e psicóloga Ana Maria Zagne, avó de gêmeos de 10 meses, tem larga experiência em administrar conflitos entre mães e filhas ou sogras e noras. “O papel da avó é apoiar os pais, seguindo sua linha de educação, e, na ausência deles, corrigir os erros e orientar os netos. Pai e mãe têm o dever de educar. Avós podem dar um apoio, se necessário, e muito carinho, mas sem interferir”, diz Ana Maria.

Dea Backheuser é avó de dez netos, que vão dos 6 meses aos 12 anos. Ela é consciente de seu papel, mas confessa que atritos são inevitáveis. “Já entrei em conflito com nora e filha. Participo muito da vida dos meus netos, é difícil não dar opinião quando acho que devo interferir. Respeito muito a vida deles, mas em qualquer relacionamento sempre existe uma hora de conflito”, conta ela, afirmando que as diferenças, entretanto, não prejudicaram a convivência. “Tenho muita sorte de poder dizer que sou amiga das minhas noras, e minha filha é muito especial."

Terapeuta dá dicas para evitar conflitos

Segundo Ana Maria, a mãe é totalmente responsável pela criança, assim como o pai. A avó é só um ponto de apoio para os netos, diante da necessidade dos pais. No caso de falta dos pais é que a responsabilidade passa para os avós.

A terapeuta alerta: a avó que não respeita as regras dos pais deverá ficar afastada das crianças. Do contrário, ela poderá destruir a hierarquia dessa família, criando netos tiranos diante dos pais.

"O maior erro das avós é tirar o poder de educação dos pais. E o maior acerto é saber transitar no seu lugar de avó, dando muito amor, sem atravessar a linha do limite dos pais", diz Ana Maria.


[Fonte: GNT]

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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