sexta-feira, 22 de julho de 2016
Hoje acordei com vontade de escrever cartas. Cartas à mão como aquelas que escrevi no passado. Lembro-me bem como me sentia feliz quando via uma carta endereçada a mim quando eu era ainda adolescente. E fui procurar no Google sobre isso pra ver quantas pessoas ainda se importam em escrever cartas... Não encontrei muita coisa e até tive uma ideia de fazer uma página onde as pessoas possam colocar seus endereços se desejarem receber uma carta amiga de pessoas de todo lugar do mundo...
Mas jogando no Google, cheguei até esse blog e me deparei com essa postagem, que na verdade foi uma postagem de Facebook em forma de “carta”.
Me senti tão ‘garota do maiô verde’!!! Já tive muitos momentos assim na adolescência e na fase adulta também, onde me escondia e nem mesmo ia dar um mergulho no mar por vergonha do meu corpo.
Aí está a postagem com palavras que eu mesma escreveria a alguém hoje em dia...

Querida garota do maiô verde,
Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.
Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar.
Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças.
Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Te percebi, e não pude evitar te ver.
Vi que você foi a última a ficar só em traje de banho. Vi você ficar atrás de todo o grupo, discretamente, e tirar a camiseta quando acreditava que ninguém estava olhando. Mas eu estava. Não estava olhando para você, mas te vi.
Vi você se sentar na toalha em uma postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.
Vi você colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços de sua estudadíssima posição casual.
Vi você se levantar para ir dar um mergulho e engolir em seco, nervosa por ter de esperar assim, de pé, exposta, por sua amiga, e usar uma vez mais seus braços para encobrir as estrias, a flacidez, a celulite.
Vi você agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto ia se afastando do grupo tão discretamente como tinha feito antes para tirar a camiseta.
Não sei se tinha algo a ver, em sua insatisfação consigo mesma, o fato de a amiga por quem você esperava soltar a longuíssima cabeleira sobre as costas em que só faltavam as asas da Victoria’s Secret. E enquanto isso você ali, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em si mesma, de si mesma.
E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha.
Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.
Queria poder te dizer que vi que carrega um livro na bolsa, e que qualquer ventre que agora tenha seus dezesseis anos provavelmente perderá a firmeza muito antes de você perder o juízo. Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.
Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz.
Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.
Eu gostaria de poder te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que você é apesar de seu corpo e sim adorará seu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha em seu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece seu amor.
Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição.
O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?
Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.
Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…
Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.
E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.
Porque é assim que todos merecemos ser amados.

E é assim que todos deveríamos amar.

Quantas e quantas vezes deixamos de nos divertir,
aproveitar os momentos, as pessoas entre outras coisas, 
por nos preocuparmos com o que as pessoas estão achando de nós???
segunda-feira, 4 de julho de 2016






De volta quase 5 meses depois!
Lendo meu último post, me assustei! Foi o cúmulo da exposição. Hahahahaha. Expus tudo o que tinha acontecido no meu réveillon e eu mesma me surpreendi ao perceber que contei uma coisa tão íntima. Ás vezes perco a noção das coisas, mas enfim, até pensei em excluir, mas desisti, afinal esse é o espaço que uso desde a gravidez pra relatar os acontecimento de uma vida de “mãe solteira”. E hoje em dia não me rotulo mais assim, sou mãe e pronto. Solteira por opção. Ou por falta dela. Hehehehehe.

Como disse no post anterior, meu réveillon foi doloroso, pois queimei meus pés na areia, queimaduras dignas de serem cuidadas numa emergência, uma UPA dessa doida aí da vida, mas quem disse que vou em UPA dia 31/12? Não por isso. Tratei em casa mesmo e melhorou.

Durante alguns meses ainda encontrei o E. e hoje somos amigos apenas. Continuo gostando imensamente dele e agradecendo por toda a sinceridade que usou comigo. Se todas as pessoas usassem tudo em pratos limpos assim, o mundo seria mais habitável.
Foram momentos maravilhosos junto a ele na praia e os curti intensamente. Porém, o E. é um cara livre, desprendido de tudo e quando pra mim não dava mais, eu resolvi acabar com aqueles momentos. Foi simples? Não. Pra mim nada é simples. Mas foi mais fácil do que em outras situações, afinal não sei viver essa vida de “sexo sem compromisso”. De vez em quando ainda nos falamos pra saber como o outro tá e sempre prometo ir lá vê-lo, mas nunca vou. Melhor assim.


No post anterior, eu também disse que comecei o ano com todo o gás, muitos planos e metas, animadérrima, falei sobre liberdade, fazer o que gosta, pudor, cobranças a mim mesma, etc. bem, digo que em dez/15, no dia em que conheci o E. algo mudou em mim mesmo e as mudanças têm se evoluído desde então. MUITA coisa mudou por dentro.

1ª mudança: Não fui mais à igreja, pela qüinquagésima vez eu me distancio da igreja e de Deus. Foi aos poucos, mas aconteceu. Naquela época já questionava algumas coisas, porque passei  ver como tudo era tão restritivo, punitivo, limitado, errado, pecado. E minha cabeça foi mudando muito. Passei a relembrar minha criação e infância, ensinamentos da minha família e tudo o mais e minha cabeça deu um nó. Então parei de me punir. Parei de exigir de mim. Parei de querer ser o que eu nunca consegui ser. Não consigo viver com todas essas restrições. Algo dentro de mim ainda pulsa e se pergunta qual é o certo. Ainda me sinto frustrada por não conseguir seguir esse caminho, ou padrão, ou evangelho... não sei explicar. Agora falo palavrão, bebo umas cervejas aos finais de semana, faço piadas sacanas, etc. Nada demais, mas minha família e conhecidos ficariam horrorizados, porque são contra tudo isso e ficaram imensamente felizes quando eu estava na igreja e parecia ter encontrado meu caminho pra sempre dessa vez. E fora que eu nunca fui de falar palavrões, nem minha família. Alguns diriam até que foi por causa do início da faculdade, mas não. Posso dizer que a reviravolta se iniciou em dezembro, quando tive uma das maiores decepções da minha vida com o ser humano, o que me tornou uma pessoa bem descrente. Mas pula essa parte. Vamos pra parte da faculdade. Aaaaaahhh, comecei minha tão sonhada faculdade!!!! Minha linda Psicologia!
No último post inda ia fazer o vestibular, passei, fiz o primeiro período e já estou de férias!! Nossa! Voou!!
Em fevereiro levei minha mudança pra casa da minha mãe, com o intuito de começar a faculdade e morar numa República próxima ao trabalho e faculdade, já que minha filha não me veria nem de manhã e nem à noite quando eu voltasse tarde. Engano meu. Me mudei e estou até hoje na casa da minha mãe, porque minha filha acorda todos os dias junto comigo e às vezes está acordada quando eu chego. Ficou um chamego, um grude comigo e não quer me largar pra nada. Então desisti da ideia da República.


Porém, voltar pra casa da minha mãe gerou muitos e muitos conflitos. Vou contar sobre a  faculdade e sobre essa volta em outros post’s, pra esse aqui não virar um livro. Hahahahahah.
Sobre o fato de eu estar há uns meses atrás uma pilha de nervos, uma panela de pressão pronta pra explodir, dei uma melhorada de leve. Fui ao psiquiatra, comecei a tomar algumas medicações e isso me deu uma aliviada, mas não resolveu; ainda continuo ansiosa e tendo momentos bem ruins, que posso contar em outros post’s também. Mas ele disse que a terapia é que vai resolver. Comecei a terapia há uma semana, essa semana será a 2ª sessão.

Sobre o
Slenfig, tomei pouco tempo, porque passava bem mal e resolvi parar. Hoje estou com 67kg. Droga!

O relacionamento com minha filha melhorou bastante. Hoje eu tenho mais paciência com ela do que minha mãe. Depois de todas essas mudanças pelas quais passei, to um pouco mais de boa e despertei pra uma coisa que não havia pensado antes: eu estava criando minha filha da mesma maneira restritiva e punitiva na qual fui criada e isso me fez repensar muitos comportamentos meus também. Sou mais ‘de boa’ com ela, impondo limites, mas não controlando a todo instante. Em compensação, minha mãe parece bem cansada e a controla todo o tempo. Já tivemos uma briga feia esses dias por conta disso. Depois eu conto também.
Então dessa vez é só (isso tudo). Parando pra pensar, tenho bastante novidades, né? Minha vida deu uma andada. Emocionalmente talvez não, mas espero resolver essa parte também, com a terapia.


Beijinhos!!




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Passei o réveillon deitada, porque queimei os pés na areia da praia – pelando - no dia 31. A pele dos meus pés derreteu e lá fiquei sem poder andar até que meus tios me buscaram. Saí carregada de lá. Lembro que a frustração veio apenas quando senti meus pés arderem como se tivessem acendido um maçarico debaixo de cada um deles.... Aí cheguei a pensar no meu erro de insistir em ser forte! Quantas vezes fiz isso e não deu certo??? Sabia que tinha acabado minha diversão. Já tinha cancelado o culto da virada na igreja e tinha marcado com uma amiga pra ir pra Itaipuaçu. Acabei não indo pra lugar nenhum, mas feliz. Sentia que já havia comemorado antes.
Mais tarde, drenei as bolhas, passei pomada, esperei terminarem os fogos da meia-noite e fui dormir. Santo Rivotril. Se não fosse por ele, não pregaria o olho. Hahahahaha.


Mas também tive um finalzinho de ano maravilhoso, há tempos não me senti TÃO SOLTA, LIVRE, DESPREOCUPADA. Foi libertador. Fui bastante à praia com algumas amigas, conheci o E., uma 'cara mais-que-sincero-livre-leve-natural-que-não-quer-compromisso-com-ninguém', mas encantador. O tipo do cara que fala tudo o que pensa, independente se aquilo vai te ferir ou não. Gostei dele. Uma pessoa que vive da forma que quer e dane-se os outros. Hoje as pessoas preferem falar e ouvir a mentira e isso sempre acaba nos trazendo ilusões. E tô fora de enganação. Acabei de ter uma GIGANTE decepção com um rapaz a quem estava 'conhecendo', que queria me mostrar uma coisa e era o oposto. Não quero ter outra. Embora pareça impossível não se decepcionar.
Enfim, voltando ao Réveillon, não fui dormir triste, porque os meus últimos dias do ano compensaram todo o ano de 2015 e ainda o início de 2016.










Comecei o ano com todo o gás, muitos planos e metas, animadérrima. Os primeiros dias pareciam “claros”, desenrolados, livres de todos aqueles problemas de 2015. Parecia que havia passado um tempo enclausurada e havia sido liberta. Estranho, não? Comecei a pensar que liberdade mesmo é fazer o que gosta, mas tomando cuidado com as consequências. Mas não é assim que aprendemos na caminhada cristã. Tudo é limitado, impróprio. Sinto como se algo tivesse acontecido no momento em que vi o E. e que os olhos dele me viram. Algo de ruim, mas algo muito bom. Perdi todo o pudor de uma vida, todos os conceitos e regras ficaram em casa e me joguei. Não que tenha deixado de acreditar neles, mas liguei o “dane-se” e pronto! Às vezes acho que eu me cobro demais e a vida vai passando enquanto isso. Que não é isso que Deus realmente exige, porque não é possível alguém ser feliz se limitando tanto. Ou é?


19 de dezembro de 2015, foi o dia em que o conheci. Acordei, resolvi ir à praia. Minha intenção era pular o canal de Itaipu e ir pra Camboinhas. Mas antes que chegasse nas pedras, fui abordada por ele. Dono do quiosque, recepcionando os clientes com toda a educação e simpatia. Corpo escultural, olhos chamativos, pele morena e sorriso impecável. Muito educado, persuasivo, gentil. Me convenceu em apenas 30 segundos a me sentar ali. Disse que bastava um sorriso, não precisava pagar o aluguel da cadeira. E por que seria difícil pagar com sorrisos??
Ali. Ali eu sinto que NADEI, NADEI e morri na praia. Literalmente. Porque vivi quase 2 anos em santidade, muitas vezes me peguei chorando com o rosto no chão porque não estava aguentando mais a solidão, as lutas, as dificuldades da abstinência. Mas consegui ficar 1 ano e meio sem sexo, sem beijar ninguém. NADA. E quando o vi… tudo aquilo desmoronou. Então, nadei, nadei e morri na… praia.






Voltei a trabalhar feliz da vida, com todo o gás, amando tudo e todos.... Os dias de recesso me fizeram muito bem e todos diziam que parecia muito feliz e satisfeita. Na verdade, os momentos com E. foram relaxantes pra mim, revigorantes, libertadores.

Mas… tudo tem seu lado bom e ruim… Fui algumas vezes ver o E., mas da última vez foi diferente... Sei que ele fala a verdade nua e crua pra mim, que é solteiro, que tem muitas oportunidades e que não quer se envolver com ninguém, mas não sirvo pra isso. Tava forçando uma situação. Não sou dessas que aceitam tudo por sexo, não. Me doeu. Demorei a me desapegar, demorei a abandonar a vontade intensa de voltar, voltar e voltar... Na verdade ainda não consegui esquecer, mas não voltei mais lá.
Pedi a Deus sinceramente que me ajudasse a resolver essa situação, porque de mim mesma não tenho forças, por mim mesmo não deixaria de ir lá. Minha carne quer, meu corpo deseja, mas minha mente sabe o que é certo.

Uns dias depois, nós conversamos e ele disse que fecharam os quiosques da praia, interditaram de novo pra demolir e construir outros, como tentam fazer há anos. Estou muito triste por ele e pela praia. Em pleno verão fazer isso com os trabalhadores que só têm aquela forma de sustento é, no mínimo, desumano. Mas o que esperar da política??? O que esperar de pessoas? Nada menos. Será que isso tem a ver com Deus? Com a minha oração? Acho que Deus não iria fazer isso apenas pra tirar o E. do meu caminho. Não é pra tanto.
Outro dia até disse a ele que ia lá, mas algumas coisas aconteceram e desmarquei. Parece um sinal! Estou insistindo nessa história, mas vejo que tudo está ao contrário.
Bem, há alguns meses tenho planejado enfrentar a minha sonhada faculdade de Psicologia. Me mudar, morar numa república seria melhor pra mim, pra buscar uma melhor qualidade de vida, enquanto faço essa dupla jornada de trabalhar e estudar, mas…. Ai, tem hora que dá vontade mesmo de desistir de tudo! Fugir! Sumir! Ir pra Júpiter! Ser humano é complicado demais, meu Deus, não dá pra mim! Minha família tá arrumando tanto problema com essa faculdade que tenho vontade de não fazer merda nenhuma! Largar tudo e viver às custas. Tô uma pilha de nervos, com um monte de coisa pra resolver, querendo fazer faculdade pra ver se melhoro alguma coisa nessa merda de vida, mas só recebo julgamentos e críticas, nem uma mão estendida se oferecendo pra me ajudar em alguma coisa. Eu realmente me senti cansada. Cansada de ser humano. Bosta de ser humano. Não sei se isso vai dar certo com tanta gente negativa ao meu redor. Perdi toda a vontade de planejar e colocar esse projeto à frente. Parece que eu abri minha boca pra dizer que vou largar minha filha com minha mãe pra ir pra gandaia de segunda a sexta. Mas não, só resolvi estudar!!! Quando é que as pessoas vão apoiar as outras e se oferecer pra ajudar em alguma coisa??


Comecei a tomar SLENFIG (Sibutramina). Estou com 70 kg!!! ONDE ISSO VAI PARAR? Minha ansiedade só aumenta e quero comer a todo momento. Não adianta dizer pra fechar a boca, não é assim que funciona! Tomo remédio antidepressivo, tomo ansiolítico, tomo remédio pra dormir... Me entupo de remédios, mas essa ansiedade e irritabilidade não passam! Os problemas aumentam e continuo me sentindo sozinha pra resolver tudo!


Ando muito nervosa de novo. Grito muito com Bia, meu Deus. Tadinha da minha filha! Ela não merece! Merece todo amor e carinho. Ela é apenas uma criança de 4 anos! Onde eu estou com a cabeça??? Preciso me acalmar, Jesus. Ela não pode pagar pelos meus estresses. Ando com a cabeça a mil por conta desses planos de faculdade, mudança, problema de aluguel, essas ziquiziras que me aparecem... Aff!

Terminei o curso REVER - RESTAURAÇÃO DA ALMA. Não lembro qual foi a última vez que comecei e consegui terminar alguma coisa, sempre paro tudo no meio. Esse curso foi muito bom pra mim, revi realmente muitas coisas a mudar, a tratar, a restaurar, mas preciso de um companhamento maior. E me entristeci, porque os conceitos que eu passei aprendendo e renovando no curso, estão confusos na minha cabeça. Não sei mais o que é ser cristão, não sei mais como viver uma vida em santidade. Não sei mais como colocar em prática tudo o que eu aprendi e acreditei a vida toda.



Não consegui fazer o FIES, esse ano não aceitam mais que não fez ENEM. Fiquei muito triste e arrasada. Seria a oportunidade de fazer faculdade sem depender de ninguém. Sinto que alguma coisa não vai dar certo, algo dentro de mim está me incomodando. Já estou com tudo certo pra me mudar, mas não sinto paz nisso.


Não acho que consiga atingir essa condição que Deus deseja. Vontade de desistir. Mas não posso. Só quero entender o que Deus quer de mim. Não tenho condição de ser quase perfeita.
E eu não consigo viver com todas essas restrições. Já estou vendo a bíblia de outra forma. Uma forma restritiva, que te limita a tudo. Parece que TUDO acaba sendo errado e pecado.
Ah, um cristão tem que amar o próximo. Começando por aí já é quase impossível pra mim. Acredito cada vez menos no ser humano e, consequentemente, não consigo amar.
A cada dia mais perco a fé na humanidade e isso me impede de sentir amor ao meu próximo. E viver em santidade é muito difícil. Sinto que não consigo mais.
Essa espera que Deus fala na bíblia, parece uma espera sem fim.
Viver em santidade pra mim é não fazer sexo antes de casar, não ficar sem compromisso com ninguém, tem que esperar no Senhor, ou ir tentando namorar até achar alguém que dê certo, dar testemunho, ou seja, se você fala um palavrão já é taxado de falso, não pode beber, não pode frequentar lugares onde só tem ímpio, pra não se envolver.... tem que ler a bíblia, vivê-la, tem que orar por coisas às vezes anos a fio.. e ainda tem mais ! Quanto mais ora, mais difícil fica, porque Deus te dá um monte de prova e o diabo não desiste de te derrubar. Aí fica aquela luta da carne contra o espírito. ... enfim, muito difícil.
No fim das contas, você tenta fazer tudo certo e ainda encontra pessoas como o L., por exemplo, pelo caminho. Que te engana, ilude, vive numa mentira, usando o nome de Deus e as pessoas só podem me dizer assim: ESPERA NO SENHOR. ESPERA NO SENHOR, ESPERA NO SENHOR.
E eu ? Vivendo tudo Sozinha.
Não tenho com quem contar, não tenho uma companhia pra me ajudar nas dificuldades, lutar comigo, somar comigo... só. Não quero mais esperar. Não dá pra ser o que a bíblia quer que eu seja.


Fiz a inscrição do vestibular para fazer a redação no dia 04/02.

No último dia de janeiro, coloquei a mão na massa. Comecei a ensacar as coisas, quanto trabalho deu! Doei algumas coisas: sofá-cama, armários, cômodas que não ia mais usar, roupas, etc. Desapegando….




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Carioca, inteligente, decidida, lutadora, mas com uma enorme capacidade de tomar decisões erradas... Ou escolher pessoas erradas??? Não sei. Acho que esse tal de livre-arbítrio me atrapalha... hehehehehe Quisera eu que Deus falasse: Essa vai ser inteligente, sensata, tolerante e vai escolher as melhores pessoas para fazer parte da vida dela! Mas não. Não é assim. Enfim, esta sou eu: Escolhi a pessoa errada e dessa escolha saiu minha FELICIDADE: Minha Filha Anna Beatriz! Daí, o relacionamento acabou e as pessoas chamam isso de: MÃE SOLTEIRA! É o que sou desde então. Mas deixei de usar esse RÓTULO há algum tempo. Sou simplesmente mãe. MÃE SOLTEIRA não é estado civil. Sou mãe e estou solteira por opção ou por falta dela. hehehehe E esse blog fala da minha trajetória como MÃE/PAI da Bia.

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