sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Quando um relacionamento termina, normalmente passamos um tempo de mal com o mundo, de mal com o romantismo e tendo a certeza de que aquele namorado da nossa amiga não a ama, está apenas iludindo-a, afinal de contas ele é homem e homem é tudo igual. "É questão de tempo para que ele mostre suas garras", concluímos. E como nos irrita o fato de alguém nos contar coisas melosas de um casal apaixonado! (Argh!). Desenvolvemos verdadeira alergia ao romantismo, namoro, casal, e tudo que seja "dois". "Como pode as pessoas viverem grudadas dessa forma, o tempo todo se falando, o tempo todo se declarando... Chamando de 'Bem', 'Vida', 'Môzinho'... Credo! Não sei como não se enjoam!". Enfim, é intolerável ver em outros casais o que vivíamos com o nosso ex.

Mas isso passa. O tempo passa e carrega com ele as mágoas (ou uma boa parte delas), e passamos a nos sentir revitalizadas. De repente a gente acorda e se percebe cheia de amor, ou pelo menos, cheia de vontade de amar. Cheia de vontade de sonhar, de planejar, de ter alguém com quem dividir momentos agradáveis, alguém pra nos escutar, para se preocupar conosco, alguém para nos mostrar um outro lado das coisas (que nós, quando sozinhas, não enxergamos), alguém para somar mais felicidade aos nossos dias. E aí a gente percebe que está pronta para amar novamente. Voltamos a escutar música romântica, voltamos a ler poesias, ver casais apaixonados apenas atiça o nosso desejo de logo logo se ver naquela situação novamente.

Então mudamos a cor do cabelo, pintamos as unhas de vermelho, escolhemos melhor a roupa. Passamos mais tempo em frente ao espelho, sorrimos mais, sonhamos mais, voltamos a usar as bijouterias, a comprar novos perfumens, cremes, óleos perfumados, mudamos o shampoo para um ainda mais cheiroso, nossa cabeleireira passa a nos ver, pelo menos, três vezes por semana. E com isso nos sentimos lindas. Não, lindas não. Nos sentimos 'o máximo', a 'personificação da beleza'.

E agora, que estamos de bem com a vida novamente, podemos enfim sair com as amigas, dançar, beber, badalar, paquerar e ter a certeza de que temos um coração lindo e todo reformado, prontinho para caber numa relação. 


Quando estamos nesse estado de harmonia com nós mesmas, dando leveza a tudo que nos cerca e "nos achando", pode crer, o nosso 'radar' funciona e o amor surge. E vem avassalador, gostoso como só ele sabe ser. A gente se entrega e curte, e ama, e vive intensamente tudo que se há para viver.  Queremos apenas  sorver tudo que há nele. E desejamos ardentemente que ele "seja eterno enquanto dure!" Afinal, o passado passou mesmo. Do amanhã não sabemos quase nada e o que temos de concreto e real é o hoje, o agora. 

Sejamos felizes, então! Até que a fila ande novamente (ou não).

A minha ainda não andou... :(


Matéria do http://odivaadellas.blogspot.com - Leiam!

2 comentários:

  1. Que susto quando vi meu texto postado aqui.
    Rsrsrs
    Eu não sabia que você postaria.
    Aliás, pode ficar à vontade para postar, ok? Mas põe os créditos... Por favor... Rsrsrs
    Grande beijo nessa Mamãe!
    Cinthya
    http://odivaadellas.blogspot.com

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  2. Não sabia que minha parceira de blog colaborava com esse blog aqui hahahaha

    Nivea, pode reaproveitar o post que quiser, sinta-se à vontade sempre!! Mas não esqueça de dar os devidos créditos a autora, certo?
    Seja bem-vinda sempre ao Divã!
    Sorte na gravidez!

    Beijos!

    Verônica
    http://odivaadellas.blogspot.com

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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