quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011


Me lembro com ressentimento que ele não me olhava mais, ou me olhava e não enxergava.
Era indiferente aos meus apelos, indiferente aos meus gritos soltos no silêncio da sala. 
Tentei em vão cultivar aquela terra, aquele jardim esquecido, porque ele me pertencia.
A beleza está no desespero, no vermelho vivo, em cada espinho daquelas flores.
O desespero faz parte do modo como eu cuidava dele, e me machucava com prazer em cada espinho do jardim... 
Era meu modo particular de participar de suas defesas.
Daquela terra fui arrancada abruptamente contra minha vontade, e seus pedaços levados com o vento sem importância.
Quantas passaram entre as flores do teu jardim? E de mim não sobrou nem dor, nem raiva, nem saudade?
Quando passo pelo campo morto, sinto falta... Orgulho ferido, forte esperança de que brote.
Então me sinto meio assim, menina solta no Jardim do futuro... Esse alguém serei eu.

Um comentário:

  1. Olá!
    Eu sou Mãe Solteira.
    Mãe de um lindo Pequeno Príncipe!!!
    Sou feliz, orgulhosa e linda.
    Sou apaixonada pela vida, pelo meu filho e por tudo de bom que tem em minha volta.
    O início foi mais delicado... Depois tudo se aquieta... Até o amor dele (do Papai) está chegando agora... Tudo no seu tempo. Sem pressa!
    Grande beijo (te achei no Blog da Flávia).
    Cinthya
    http://odivaadellas.blogspot.com

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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