quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011



"Aconteceu. Não usamos camisinha, deixamos a responsabilidade para a pílula que estava tomando e agora um bebê está chegando. Morro de medo todos os dias. Gostaria muito que alguém segurasse a minha mão e dissesse que vou ser capaz de cuidar ou que o pai do meu bebê desse um beijo na minha barriga para mostrar que vamos encarar isso juntos.
 A realidade é outra. O medo não me deixava dormir no início, foram dias de muita incerteza e tristeza. Mas acho que me supero a cada dia quando vejo que mais um dia se passou e o bebê está bem. Não garanto que serei a melhor mãe do mundo, mas vou ser a melhor que estiver ao meu alcance e dar a ele tudo que eu sempre esperei de uma mãe e o que eu desejo das mães espalhadas pelo mundo."


“ Às vezes acho que percebo algumas pessoas mais preocupadas com o pai, em saber o que ele vai fazer, se vai assumir, se ele está feliz, quanto tempo estamos juntos...” PRODUÇÃO INDEPENDENTE, é o que eu respondo agora...



“ Bem, às vezes paro pra pensar no egoísmo do "pai", falando em seus problemas, pendências, cabeça-cheia, etc... Daí penso em mim.... Estou no início da perda da minha autonomia. Abrir mão. Fazer concessões. Escolhas. Renúncias. E tudo aquilo que eu havia planejado foi por água abaixo.

Ando escondendo até das pessoas do trabalho que estou grávida, porque abri mão do trabalho onde estava, para salvar meu bebê.
E o "pai" (ME SINTO MAL EM CHAMÁ-LO DE PAI)? Está abrindo mão de alguma coisa? Não! Continua na sua vida normal... A responsabilidade chama, grita em um volume muito maior. Às vezes o volume é tão alto que me faz perder o sono. Ou melhor, fazia. Hoje em dia ando tão cansada nessa inda e vinda do trabalho no Centro do Rio, dois ônibus pra ir, dois pra voltar, engarrafamento, viagens em pé, porque ninguém dá a mínima idéia pra uma grávida com uma barriga de grávida, VISIVELMENTE GRÁVIDA... MUITO CANSADA
Mas não é só isso. Parei de perder o sono, porque passei a confiar em Deus e pedir a Ele ajuda e também sei que tenho minha mãe ao meu lado e pessoas dispostas a me ajudar. Mas a cada dia vejo a responsabilidade que tenho em minhas mãos. Responsabilidade de criar uma criança. Uma criança educada, obediente, esforçada na escola, etc, pra que se torne um bom adulto, diferente das pessoas que vemos por aí à fora... Pessoas egoístas, mesquinhas, mal educadas, etc.
Me preocupa a falta de garantia de alguém para dividir as responsabilidades, as contas todo mês... Vou ter que me virar em "ene" jornadas para sustentar esse bebê. As contas atrasam, o salário vai se esvair em menos de uma quinzena, e artigos de "luxo" como ir ao salão fazer as unhas ou o cabelo, vão virar uma ostentação dispendiosa sem necessidade perto da urgência em comprar fraldas, lenços umedecidos, etc.
Mas confesso que, assim que puder e se eu puder, não quero NADA vindo dele. NADA. Quero poder dar tudo sem pedir nada a ele.

O momento que mais me sinto sozinha é na hora dos exames e de ir às consultas. E quando as pessoas perguntam pelo pai? Nem se fala!!
Mas agora não estou mais só. Nem sou mais a mesma.
 E é disso que tenho que lembrar.

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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