terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quando eu chegar sem nada dizer e permanecer em silêncio,
por favor, entende que só quero estar perto de ti.
Se notares que estou a ponto de chorar, não me digas " não chores ".
Deixa que as lágrimas venham e percebas
que eu não escondo o meu choro de ti.
Se eu te disser que estou muito triste,
por favor, não digas " não fiques assim ".

Deixa que a tristeza se esgote em mim e entende
que para ti não preciso de fingir.
Quando eu chegar com muita raiva de alguém,
não me tentes convencer que estou errada.
Por favor, deixa que eu descubra até que ponto
estou a exagerar e apoia-me enquanto eu precisar.
A raiva tem o seu próprio tempo para diluir-se.

Se eu começar a relatar as minhas mágoas,
por favor, ouve-me, e entende que eu não as revelo
para ninguém, a não ser para ti.
Quando eu te exponho as minhas decepções,
frustrações, fracassos e tantos sentimentos dolorosos,
noutras palavras estou a dizer-te que preciso
do teu colo, apenas do teu colo.
Por favor, recolhe-me e silencia,
com o teu coração unido ao meu.
Quando eu baixar os olhos para o chão,
não digas " olha para cima ".
Eu posso estar á procura dentro mim,
das respostas que necessito
e, nesse momento, a tua presença
- tão somente a tua presença -
poderá estar ajudar-me a encontrá-las.

Quando eu aparecer com medos, inseguranças,
preocupações, ansiedades e tantas outras
emoções desequilibradas, por favor, não me fales de terapias,
métodos, remédios, fórmulas prontas nem receitas de vida.
Entende que quando eu me abro para ti
- é somente para ti - tudo me parece mais simples,
mais fácil de lidar, as nuvens clareiam-se e eu consigo retornar à paz.

O que nos une é forte o suficiente
para desafiar todos os limites de tolerância.
Sê tolerante comigo, pois sempre o serei contigo.
Quando, finalmente, eu abrir um amoroso
e fortalecido sorriso, abraça-me carinhosamente,
diz " estamos juntos " e preencha-se de renovada certeza
de que quando os papéis se inverterem,
eu serei para ti o que agora peço que seja para mim.



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** Amei esse texto da Ceiça Pucci.

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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