sábado, 21 de julho de 2012
Olá, pessoas!!! Td bom com vocês??? 

Comigo está tudo indo bem... Novo emprego, novo horário de chegar em casa e pegar a filhota na babá, novo salário (que já estou ansiosa para receber o primeiro.), filha correndo (ela não anda, ela corre!), falando (repete um monte de coisas que a gente fala, quase que perfeitamente!), agora ama tanto ficar na casa da babá que não quer mais ir embora pra casa... Chora, quando vou pegá-la do colo dela, é mole??

A festinha de aniversário de UM ANO foi um SUCESSO! Ficou tudo lindo! Deu trabalho, viu?? Mas valeu à pena. Fotos aqui.


O papai ligou e falou que vai ajudar em alguma coisa, que é pra eu esquecer esse negóciod e justiça, etc, mas parou de ligar de novo, sabem por quê?? Compartilhei uma imagem no facebook que dizia: "Homem que é homem assume o que faz." Na imagem, tem um homem beijando a barriga de uma grávida. Gostei e compartilhei. Ele, todo ofendido, falou comigo no facebook que fica com raiva de algumas coisas que eu faço... Podem crer?? E o que ele fez, não conta?? E todo esse tempo sem assumir a filha, o tempo que passei sozinha na gravidez, os momentos em que chorei também sozinha por causa das dificuldades que uma MÃE SOLTEIRA passa... Por acaso, isso me fez ficar com raiva dele, maltratá-lo quando ele ligava (uma vez na vida, outra na morte), dizer que ele nunca mais iria ver a filha dele, como muitas disseram pra mim que falariam, se estivessem no meu lugar...?? Não. No início, senti mágoa sim. Tristeza por amar uma pessoa que eu conhecia desde que éramos pirralhos, que era chegado à minha família e que sumiu na primeira oportunidade, dizendo que a filha não era dele... Mas mesmo assim, sempre o tratei como se ele nunca tivesse agido assim, como se nada disso tivesse acontecido, como se ele ligasse todos os dias e como se ele tivesse ajudado em todas as despesas que tive depois que fiquei grávida... Aí me vem com essa história de que fica chateado com as coisas que E-U faço??? Imagina se ele ler esse blog desde o início então??? Aí mesmo é que vai espernear...
Mas o que eu diria pra ele?? " - Muito bem, Sr. Pai. Depois desse tempo todo criando uma criança sozinha, arcando com todas as despesas, passando as dificuldades financeiras e psicológicas só tendo como cúmplice e testemunha o meu travesseiro, continuar com a esperança de formar uma família, continuar percebendo que o sentimento (o meu, é claro!) de antes nunca morreu, continuar atendendo seus telefonemas (que acontecem em meses espaçados) sem te fazer cobranças ou sem te jogar pedras, estar disposta a te dar uma nova chance de mudar a história a qualquer momento, enfim... Nada disso é suficiente pra que você pare de sentir raiva por qualquer coisa e veja que a "nossa" filha não TEM QUE PAGAR POR NADA DISSO??? Nada disso te faz pensar que quem tem mais motivos pra ficar com raiva, mágoa, ira, sei lá mais o quê, sou EU e mesmo assim, não tenho nada disso?? Se sua intenção, quando me abandonou grávida, era de me punir por ter vacilado e ter deixado a gravidez acontecer, nada te faz chegar à conclusão de que eu já fui punida até demais?? Que já basta de punição? "

É isso aí, minha gente! O ser humano é assim, usa o erro dos outros pra tentar justificar os próprios. Vida que segue...

O fato é que tô muito feliz em ter minha filha. Como já disse aqui, na época em que engravidei, estava numa falta de amor próprio e amor à vida profunda, vontade de sumir, morrer, ser abduzida, sei lá. Ainda por cima, tomava remédio pra emagrecer, que me deixava ainda mais depressiva... Meu "relacionamento" já tinha deixado de ser uma relacionamento a dois e passou a ser uma insistência minha, porque ele já não estava nem aí pra mim... Então, se minha filha não chegasse no momento em que chegou, não sei o que eu seria ou onde estaria hoje. No "Pinel", talvez.

Minha filha é a razão da minha vida, a razão pela qual eu acordo todos os dias às 5 da manhã depois de todas as noites mal dormidas (porque minha filha dorme mal à beça, diga-se de passagem.). Olhar para o sorriso da minha menina, para o único dente que ela tem na boca, vê-la correndo, ao invés de andar, ouvi-la falando na língua dela, cantando, dançando, sentir seu corpinho se chegando ao meu de madrugada, pra dormir agarradinha comigo, sentir seus dedinhos na minha boca quando está tomando a  mamadeira ou puxando meu cabelo, enfim, tudo, simplesmente TUDO, me dá orgulho. Talvez por isso tenha deixado de lado aquele desespero inicial, por ser mãe e estar sem marido, sem nenhuma aliança que ME mostrasse e mostrasse aos outros que eu tinha alguém do meu lado pra compartilhar as horas boas e ruins da nova vida de mãe, a tristeza que parecia que ia me consumir quando alguém me perguntava: E  o pai?? Tá feliz com a chegada do bebê?

Ser mãe é muita responsabilidade. Educar uma criança no mundo de hoje, onde encontramos tanta gente egoísta, mal educada, cheia de maldade na cabeça, é uma missão que nem todas as pessoas são capazes de cumprir ou cumprem "porcamente", criando crianças medíocres, mal amadas e tão egoístas e mal educadas quanto elas, e que no futuro se tornam adultos insuportáveis... A boa educação é papel do PAI e da MÃE. Não é só do pai, mas também não é só da mãe, porque  na hora de fazer o filho, cada um tem seu papel, não é mesmo?? E se a mulher errou porque usou a pílula errada, ou porque não usou, ou porque não usou preservativo, ou porque só pensou em virar o olhinho na hora e em mais nada, ou por isso ou por aquilo, não cabe ao homem virar as costas e dizer: "Não tenho responsabilidade nenhuma nessa criação, não vou assumir, VOU SUMIR." Até porque sabemos que o homem é o primeiro a insistir em não fazer uso do preservativo, porque machuca, porque aperta, porque isso e aquilo...

Mas ser mãe também é nascer de novo. É ver no seu bebê um pedacinho dela mesma, uma miniatura. É chorar de emoção quando ouve o primeiro choro, é chorar de alegria ao ouvir o primeiro "mamã", é sentir o coração pular quando vê o bebê dar os primeiros passos, é não segurar a felicidade quando o bebê  aprende a reclamar se o tiram do seu colo... O cheiro, o sorriso, o toque dele lhe restaura as forças, o vigor. Se ele está doente, o coração fica pequenininho...

O desespero inicial deixei de lado, mas ainda não acostumei com a condição de ser mãe solteira. Não concordo com as mães que dizem que o bom de ser mãe solteira é não ter que dividir o amor do (a) filho (a) com o pai. Queria mais poder dividir isso e todo o resto com ele. Queria ver nos olhos dele a mesma alegria e orgulho que os meus transparecem quando minha filha sorri. Apenas sorri. Ou diz "mamã"... Queria que ele ouvisse e se orgulhasse quando ouvisse as pessoas dizendo: Está a cara do pai, essa menina!

E sabem de uma coisa? Não acho que vá me acostumar. A cada desenvolvimento que percebo em minha menina, penso: Por que ele não está aqui pra ver isso??
Isso ainda me incomoda MUITO. Me machuca. Mas ele não sabe. Acha que eu tô tirando de letra ser mãe sozinha. Acha que o que me importa é que ele me dê a grana e pronto! Tudo estará bem. Muito enganado ele está. Preferia não receber dele um centavo que fosse, se ele se fizesse presente na vida da nossa filha.

Pois bem... Falei demais, nem sei quantas pessoas vão conseguir ler esse post até o fim. O que importa é que fiz meu desabafo.

Beijos a todas.





3 comentários:

  1. O que você quer são leitoras de verdade? Então, garanto como sua publicação vai ser lida com atenção por leitoras de verdade.

    Tudo isso que você falou é uma barra mesmo. Meu caso pode se dizer que é diferente do seu e ao mesmo tempo tão igual. No final de toda a historia quem sofre são os filhos, que se sentem como alienígenas diante das crianças "normais", que tem pai e mãe juntos.
    Tenho consciência de que foi uma opção minha, de deixar minha filha longe do pai. Mas creio que no meu caso foi para o bem dela. Não seria saudável a convivência. Meu pai faz um papel único na vida da minha filha, ela o chama de pai. Ele retribui o carinho, chama ela de filha e paparica de todas as formas possíveis!
    Sou grata a Deus por ter forças para seguir em frente, pois hoje não sinto mais nenhum tipo de falta do pai da minha Laura, afinal, minha filha já tem 2 anos e 6 meses. O tempo passa voando e acaba levando o sofrimento, as angustias, a falta, o arrependimento...
    Te garanto que como uma boa mãe, você achará forças para superar tudo isso. E quando Bia tiver maiorzinha, entender que você fez o que pode< o que estava ao seu alcance para que ela fosse feliz :)

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  2. Nossa, chorei até soluçar! Fui filha de mãe solteira, chorei pela sua dor, pela dor de minha mãe que hj aos meus 30 anps ainda não passou, apenas se transformou em mágoa.
    E chorei pela minha dor tbm,a dor de quem cresceu sem ter um pai, se perguntando sem resposta, o que havia de errado, onde o seu estaria no natal, no dia dos pais, nos momentos importantes, se ele teria orgulho, de suas conquistas, de sua coragem.
    Chorei pela minha dor como mãe, que planejei meu bebê junto ao pai,estou com um mês, e ele parece ter mudado de idéia. Chorei pela dor de meu filho, que não gostaria que sentisse a dor que ainda hoje, já mulher ainda me acompanha, a dor da rejeição...

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    1. Pena ter sido um comentário anônimo, fiz esse blog para interagir e conversar com mães que se encontram na mesma situação. Se eu tivesse encontrado essa ajuda na época da gravidez, de repente teria superado a mais tempo. Mas obrigada! Eu já chorei MUITO por isso. Agora choro pelas dificuldades que tenho com minha filha... Bjs

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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