sábado, 21 de julho de 2012


   Esses dias, em uma de minhas entradas no Facebook, recebi uma resposta de um amigo recém encontrado (estudamos juntos na infância) a uma pergunta que tinha feito havia alguns dias atrás. Tinha perguntado se estava tudo bem e se ele já tinha se acostumado com a nova vida de pai. Ele tem uma bebezinha recém-nascida. Para minha surpresa (apesar de não saber a fundo sobre a vida conjugal dele), respondeu que estava tudo bem, mas que estava se separando. E que aceitaria conselhos... De imediato, passou um monte de coisas na minha cabeça e o respondi com algumas considerações, pra que ele pudesse pensar melhor. Quem sou eu pra dar conselhos sobre fim de casamento pós-nascimento de um bebê, haja vista que nem cheguei a me casar? Mas sei como é uma vida conjugal, pois já tive uma há anos atrás. Estou ciente de que não é nada fácil conviver com outro ser humano (nem namorando é fácil, imagine morando sob o mesmo teto), e imagino que fique bem mais complicado quando, de repente, toda a rotina do casal é mudada por causa da chegada de um ser que precisa de toda a atenção.
   Todas nós sabemos que, quando o bebê nasce, todas as atenções são direcionadas para ele, porque ele necessita de muitos cuidados. Com o tempo, marido e mulher ficam sem tempo e disposição para qualquer diversão com amigos e familiares e os momentos a sós do casal praticamente deixam de existir...
   A mulher fica estressada, irritada, sensível, cansada, entre outras coisas. Ela precisa aprender o que fazer para acalmar o bebê, quando ele chora estridente e incessantemente ou o que fazer para ele dormir; além disso, ela precisa cuidar da casa, da comida, das roupas do marido, das suas e agora do bebê... Precisa alimentar, dar banho, colocar pra arrotar, trocar fraldas, atender o telefone... Ufa!! É muita coisa, não é? Que horas ela pode deitar para descansar?
   Nem sempre, por sua vez, o marido consegue perceber essas dificuldades de sua esposa, até porque não participa da rotina diária por estar fora de casa trabalhando; perde a atenção exclusiva dela, tendo que dividi-la com o bebê. Até o choro do bebê pode passar a se tornar um transtorno para o pai, ele não consegue dormir como antes. Suas roupas já não estão bem arrumadas, a esposa não cozinha mais como antes, a casa já não é tão arrumada... A mulher pode passar a vê-lo como uma pessoa egoísta que só pensa em si mesmo, que é uma pessoa insensível que não vê o quanto ela se dedica para que tudo esteja da melhor forma possível.
   E a parte sexual? A mulher precisa de um tempo para que seu corpo volte ao normal depois da gravidez e do parto; seu desejo sexual já não é mais o mesmo, afinal está estressada, não tem dormido o suficiente, ainda existem muitas tarefas a cumprir dentro de casa, ela também se sente insegura com as mudanças que seu corpo sofre... Por outro lado, o homem está ali a todo vapor, querendo o carinho da esposa e sentindo o desejo à flor da pele...   
   Com isso, os conflitos entre eles podem surgir, aparecem as brigas, discussões, incompreensões, afinal os dois tem suas razões para agirem de tal forma e nem sempre conseguem enxergar ou entender as razões do outro.
   O sonho de toda mulher é ter um marido que acompanha o dia-a-dia, divide as tarefas com ela, entende o seu cansaço, respeita seus limites. Um beijo, um carinho, estar ao lado da esposa enquanto ela coloca o bebê para dormir, faz com que ela se sinta amada. Ela, por sua vez, passa a retribuir os carinhos que recebe, o que faz com que a intimidade entre eles se renove.
   É importante o diálogo, a compreensão e paciência para os dois se entenderem e compreenderem que tudo é apenas uma fase de adaptação e novas experiências que podem aumentar a aproximação do casal, fortalecendo a cumplicidade e o amor entre eles.

6 comentários:

  1. Oi Nivia, saudades.
    Li tudo do seu blog, adorei tudo que você escreveu. Tem toda a razão .......
    Sua filha sempre em primeiro lugar!
    Você é uma vencedora, não fica esperando cair do céu o que você quer. É lutadora! Quando sua filha entender vai ter muito orgulho de você.
    Parabéns para ela, desejo que ela seja saudável e feliz sempre em toda a vida.
    Tivemos mais dois Encontros (no Rio), quando puder leia lá no meu Blog. Parece que final de Agosto vai ter um aqui em Niterói.
    Parabéns pelo novo emprego, sucesso nos seus projetos. Parabéns pela pessoa íntegra e bacana que você é. E viva o hoje, o amanhã só Deus sabe o que mandará para nós.
    Muitas felicidades para você e a Bia.
    Beijos querida!

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    1. Olá, Jô!! Que saudade!!!!
      Graças a Deus, tenho essa qualidade, corro atrás do que quero mesmo, ainda mais pela minha filha... Tô adorando o novo emprego e
      o fato de poder melhorar a vida da minha filha e a minha...

      Ohn... Pena não ter mais participado de encontros, adorei o nosso...

      Obrigada por tudo!! Bjs e sucesso!!!

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  2. Vejo isso acontecer muito hoje em dia. As pessoas não sabem encarar as pequenas desavenças ......... e que dirá as grandes, não é?
    Ficam escolhendo a perfeição e acabarão sòzinhos.
    Tenho pena das crianças .......
    Beijos querida.

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    1. Vejo muito isso por aí mesmo. Só não sei como eles têm coragem de fazer tal coisa...

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  3. Olá Nivia! Acabei de descobrir seu blog passeando pela blogsfera materna. Adorei sua maneira sincera de escrever!
    Estou grávida de sete meses, não sou mãe solteira pois sou casada há 8 anos, mas posso imaginar perfeitamente o quanto vc fica triste em não ter o pai da sua filha presente na vida dela. Fui criada apenas pela minha mãe e sempre tive medo de um dia ter um filho e não ter o pai dele por perto. Vc é uma guerreira! Por mais que hoje te doa estar "sozinha" na criação da sua filha, tenha certeza de que quem está realmente perdendo em não estar com vocês é ele! Um dia ele vai ver a filha adulta e vai perceber que ele perdeu tudo da vida dela. Digo isso porque foi o que aconteceu comigo em relação ao meu pai. É claro que a torcida é para que ele se conscientize a tempo de isso não acontecer, porque seria bom para ela também, mas se isso não acontecer, tenha certeza de que um dia ele se arrependerá! Sua linda filha tem sorte de ter vc, uma mãe que vive por ela e que estará por perto sempre. Que Deus te dê muita força para vc não se abater com a situação e criar a Bia (já to íntima, viu?rs) da melhor maneira possível, assim ela pode até sentir falta de um pai, mas se sentirá completamente segura sabendo que a mãe dela está a todo momento ao seu lado!
    Ah, a Bia é muito linda e fofa!
    Coloquei se link no meu blogroll!
    Se quiser visitar meu cantinho, sinta-se a vontade: www.debbydepaula.blogspot.com
    Beijos!

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    1. Obrigada, Débora!!
      Um dias eles se arrependem sim. Só quero que Deus me dê forças e condições de criar minha filha da melhor maneira possível, tão bem que ela nem sinta a rejeição do pai.
      Volte sempre aqui!! Bjs e sucesso!!!

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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