domingo, 4 de setembro de 2011
Dois meses!

Confesso a todos que já até pensei em procurar uma ajuda. Sim, não tenho vergonha de dizer que pensei em procurar um psicólogo. Vejo as pessoas falando de como é difícil ser mãe, etc e tal, mas nunca pensei que fosse chegar à beira da loucura, afinal vejo as pessoas falarem mas não vejo ninguém se descabelar, que é o meu caso. Gente, esse negócio de amamentar dói (meu seio está sangrando), esse negócio de ouvir choro de criança vááááárias vezes ao dia, fazer de tudo pra agradar e não conseguir, dormir às 3 da manhã e acordar às 7 morrendo de cansaço, olheiras, etc... Isso tá me deixando desanimada. Tá, eu sei que é uma fase e ela passa, mas até passar, Deus!!!!! Raros os momentos em que estou me divertindo com os gritinhos e conversinha da Anna, quando ela está feliz, porque logo começa a choradeira.

Tenho medo. Medo de não ter nascido pra ser MÃE. E eu que sempre sonhei em ser.
Fica ainda mais difícil longe do Sr. pai, que poderia estar presente, me ajudando. E não digo ajudando simplesmente a ninar, a trocar fralda, engambelar, digo na questão de animar, dar apoio, palavras de consolo, simplesmente estar ali perto pra que eu me sinta amparada. Nada como estar perto de alguém que gostamos pra nos sentirmos mais fortes na hora da angústia, mesmo que essa pessoa não possa ajudar muito nos trabalhos de casa. Minha mãe me ajuda muito, mas não é a mesma coisa do que estar com a pessoa que nos ajudou a fazer a criança.
O Sr. pai tem falado em morarmos juntos, talvez no fim do ano. Isso me animou, mas ao mesmo tempo me deixou em dúvida, afinal ele não tem muitas atitudes que demonstrem que gosta mesmo de mim a ponto de dividir uma vida comigo. Não retorna telefonemas, não faz muita questão de ver nossa filha ou de me ver, não sentamos em algum lugar pra conversar, namorar, começar uma vida juntos mesmo antes de morarmos juntos. Acho necessário, temos que estreitar a relação a ponto de termos a certeza de que vai dar certo a vida dentro da mesma casa. Claro que seria uma tentativa, como todos fazem, e às vezes pode não dar certo. Mas deveríamos ensaiar, já que estamos tanto tempo separados. Sinto que adoraria ter minha "própria" casa, minha cozinha, minhas receitas, minhas faxinas, nossa cama arrumada todas as manhãs, nossas brigas/pazes. Sinto falta dum cantinho pra mim, independente. Minha mãe é maravilhosa, mas tenho idade pra ter minhas próprias coisas.
Gosto dele. Muito. Demais. Aceito muitos dos defeitos dele. Mas o queria mais presente, interessado, amoroso, próximo.

Enfim... Tenho muito o que analisar.

Pensando no lado bom da coisa: ANNA tem um sorriso lindo que me deixa feliz, é, feliz, como nunca havia me sentido. Quando conversa é como se toda a solidão que senti durante a vida, um vazio, se dissipasse. Mas quando chora toda hora... Ah... Fico triste de novo.

Às vezes passamos por umas dificuldades: fazer cocô, cólicas, choro incessante sem motivo aparente. Coisas normais de criança, mas que tiram as forças aos poucos.

Espero que passe logo essa fase.

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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