segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Gente, preciso compartilhar UM ASSUNTO com vocês. Tenho certeza de que, se o pai da minha filha um dia tiver acesso a esse blog, não vai gostar nadinha da ideia de ver toda a "nossa" trajetória escrita aqui, tudo o que disse dele, tudo o que penso dessa história toda, desde que me tornei mãe e ele não estava comigo nessa empreitada.
Mas fiz esse blog com o intuito de compartilhar experiências com outras mulheres que estão na mesma situação ou que podem evitar que esse tipo de coisa aconteça. E até mesmo para desabafar, é assim que coloco as alegrias e tristezas pra fora, escrevendo e não para denegri a imagem dele.
Eu e ele já tivemos muitas desavenças, muitos desentendimentos, um já magoou bastante um ao outro e, por isso, me tornei mãe solteira. Já estávamos separados quando eu descobri que estava grávida e não o contrário: ele se separar de mim depois que descobriu a gravidez. Mas eu esperava que ele assumisse a gravidez, mesmo estando numa situação financeira complicada, como a minha também estava. Nos conhecíamos desde bem novos, ele é amigo de longa data do meu irmão e conhece esse tempo todo a minha família. Ainda me disse que gostava de mim desde que era moleque... Enfim. Não aconteceu. Cada um foi para um lado e agora nossa filha tem 6 meses.
Por que resolvi dizer isso?
Marcadores:Pai Ausente | 10
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Recebi uns comentários em outro post e resolvi colocá-la como post aqui. Fala sobre minha opinião em relação às pessoas que acham que uma mulher se torna mãe solteira por ser desajuizada, vulgar, sem-vergonha ou outras características que as pessoas dão a elas...
"Pois é, meninas. As pessoas nem imaginam os problemas que passamos: preconceitos, pessoas achando que as mães solteiras estão nessa condição por serem desajuizadas ou vulgares, ou sem-vergonha, tantas coisas... Na verdade, existem mesmo muitas mulheres que não se cuidam e têm vários filhos de pais diferentes, porque não tomam um remédio, não usam preservativo, etc. Mas nem todas são assim. Só que a sociedade não quer saber de que forma ela engravidou... E mesmo que tenha engravidado por não ter se cuidado, o homem também estava lá na hora, então tem a mesma responsabilidade da mulher. Eu mesma já quebrei vários climas por ter exigido o preservativo na hora H e eles se negam a usar... Fora os homens que acreditam que, se a mulher engravidou e o cara não quis, alguma coisa ela fez pra isso, como eu já ouvi. Mas não é verdade. A culpa não é exclusividade da mulher. Parece que os homens passam a achar que a mulher deixa de servir como mulher, como companheira dele e passa a ter papel só de mãe... Por isso o título do meu Blog: Mulher e mãe, porque sou mãe sim, mas ainda sou mulher.
E na verdade, quem não têm juízo são eles, porque se tivessem, assumiriam os filhos sem pestanejar..."
Marcadores:Preconceito | 10
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Uma mãe solteira passa por muitas coisas diferentes daquelas que têm um esposo/namorado ao seu lado.
Alguns problemas são até comuns entre as solteiras e não solteiras, mas sabemos que a ajuda do companheiro é imprescindível em diversas situações....
- A mãe solteira assume sozinha as funções que seriam "do casal", as tarefas domésticas, as responsabilidades na educação e a garantia do sustento dela e dos filhos. Geralmente esta sobrecarga de tarefas impede a possibilidade de ter uma vida pessoal efetiva. A pressão da família de origem contribui para piorar esta situação.
- A situação anterior lhes impede dedicar um tempo à vida pessoal e social e isso contribui para o isolamento e gera sentimentos de solidão, de abandono. Além disso, um dos principais temores de muitas “mães solteiras” é o de que ninguém as queira com um filho/a, que já não seja possível refazer sua vida afetiva.
- No caso de mães muito jovens, adolescentes por exemplo, são imaturas para assumirem grandes responsabilidades, a família de origem geralmente assume a situação e coloca as regras. A autoridade passa a ser dos avós;A criança, até nascer não é de ninguém. Depois, é de todos menos da mãe. Atualmente os pais não as mandam sair de casa, porém elas aguentam o maltrato e a humilhação daqueles que lhes proporcionam um lugar para viver e os meios necessários para sobreviver.
- Uma série de acontecimentos influencia negativamente na auto-estima das “mães solteiras”: as mudanças físicas derivadas da gravidez (que é comum também às mães casadas), o afastamento do grupo de amigos/as (os amigos é que preferem se afastar), o abandono dos estudos para cuidar do bebê (no caso de escola ou faculdade), a frustante procura de trabalho sem preparo nem experiência (no caso de adolescentes ou pessoas sem estudo ou profissão), a vida regida pelas normas da família de origem que lhes impede de tomar suas próprias decisões, a culpa pelo fato de ter engravidado, a perda de todas as atividades gratificantes e a predominância das atividades obrigatórias.
- A sociedade atual não rejeita, de forma explícita, como antigamente, a “mãe solteira” tratando-a como pecadora ou imoral, porém, muitas “mães solteiras” percebem uma certa discriminação encoberta.
- As “mães solteiras” têm a necessidade de trabalhar para poder sobreviver, sendo a única fonte de sustento de sua família, porém, também possuem os maiores problemas para conciliar a vida familiar com a vida profissional, principalmente por encontrarem-se sozinhas na criação dos filhos/as.
- Consideramos que todos esses fatores que foram mencionados levam a um maior risco de exclusão social: maior necessidade de apoio econômico, de emprego, de moradia, de divisão nas tarefas familiares, nos serviços de apoio familiar, de cultura, de educação.
Marcadores:Dificuldades | 5
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Oi, gente.
Tô muito preocupada esses dias... Estava aguardando uma vaga de emprego que sairia agora em Janeiro. Comecei até a procurar babás e creches para a Bia. Mas recebi a notícia de que isso ainda não vai acontecer, por enquanto. Já estava fazendo planos para os salários que iria receber... Tá muito difícil, sabe? Minha mãe me ajuda muito, faz com gosto, eu sei, mas me sinto muito incomodada com isso. Preciso tomar a rédea da minha vida, das minhas contas, das minhas responsabilidades com a minha filha. Ela está precisando de um monte de coisas, e tenho que ficar pedindo tudo a minha mãe. A pensão dela ainda não saiu e pelo jeito vai demorar um pouco, de qualquer forma, são + - R$ 100,00 e com isso só vou pagar o plano de saúde dela (R$83,00) e comprar duas latas de leite, que duram uma semana.
Como isso é triste e incômodo. Sei que é questão de paciência, mas paciência nunca foi o meu forte, fico ansiosa, quero comer horrores, ao mesmo tempo fico com tristeza de estar tão gorda. Ahhhhhhhh!!!! (20 Kg a mais)
O aniversário da Bia é em junho e eu já deveria estar guardando dinheiro para que tudo saia como espero... Mas pelo jeito isso vai ficar só pro segundo aniversário...
E a Bolsa Família? Cadastrei em dezembro, só vai sair em junho!! É mole ou quer mais?
Gente, com licença aqui pra pedir um favor: Se alguém souber de alguma vaga ou uma forma garantida de ganhar dinheiro, me avisem! Please! Ajude uma mãe! rsrsrs
Beijos esperançosos...
Marcadores:EMPREGO | 6
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- Nih Ferreirat
- Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.
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