quinta-feira, 25 de agosto de 2011

NORMALMENTE, O PRIMEIRO FILHO É UM GRANDE TESTE DE SOBREVIVÊNCIA PARA A MAIORIA DOS CASAIS. — Muitos ainda jovens. 

É preciso lidar com uma série de desafios, desde o parto, passando por tarefas como trocar fraldas e amamentação, até situações mais complexas como identificar uma dor de ouvido.
Entretanto, um dos maiores problemas desse período da paternidade são as noites
mal-dormidas. Ter um filho é uma grande bênção, um momento único para os pais.

O bebê nasceu. E agora? Felizes com o fruto do seu amor. 
A vida, porém, continua, e o casal precisa retomar suas atividades profissionais e pessoais. Acordar cedo depois de uma noite mal dormida — mesmo que isso seja compreensível por parte do chefe e dos colegas de trabalho — certamente afetará seu rendimento. Em todos os sentidos: do humor à produtividade; do sexo às atividades como assistir à televisão ou ler uma revista. 

Mas...

A partir dos 2 meses, tudo o que você fizer será recompensado com lindos sorrisos desdentados. Os primeiros sorrisos para valer certamente figuram entre as conquistas que mais tocam o coração dos pais. De certo modo, é a hora do retorno. Você troca fraldasalimenta, dá banhos, beija e acaricia seu bebê sem grandes recompensas. Mas, de repente, acontece: seu filho sorri e você tem certeza de que não é coincidência. É um momento especial, mesmo que a noite anterior tenha sido dificílima. 

Se o seu filho dorme a noite inteira, sinta-se privilegiada. A maioria dos bebês ainda requer uma ou mais mamadas durante a noite. Mas a boa notícia é que ele já deve estar dormindo por períodos maiores, assim como ficando acordado por mais tempo. Grande parte dos bebês de 2 meses dorme em ciclos de duas a quatro horas e permanece acordada por até dez. (Anna dorme de 1:00 hs às 8:00 hs, às vezes dorme 2 ou 3 da manhã e acorda um pouquinho mais tarde. De dia dorme durantes + ou - 2 hs e meia e fica 4 hs acordada.)

A experiência mostra ainda que os bebês choram mais no fim da tarde e comecinho da noite, quando precisam botar para fora a "tensão" das intensas experiências e aprendizados do dia. (Tá explicado!)




Tá difícil, viu?

O papel de mãe não é nada fácil. Estou tendo dificuldades em me adaptar.
Anna tem chorado muito, mas quando digo muito é MUITO. Tem hora que não dá pra saber porque chora. Tento fazer de tudo. Parece que nada é a solução, a não ser deixar que ela fique O TEMPO TODO mamando ou só com o bico no peito. Pra ela, se tiver no peito, tá tudo bem.
Mas pra mim, não. Não consigo ficar horas a fio ali parada com ela mamando.
Tenho ficado muito ansiosa por conta dessa e de outras coisas. Afinal, nunca consegui viver numa rotina. Minha vida sempre precisou ser diversificada e sempre amei liberdade. Agora estou presa. É por uma boa causa, sim, mas tenho que me adaptar. Às vezes é difícil lembrar que é só uma fase.
Essa ansiedade me faz muito mal. Aliás, ansiedade faz mal a qualquer pessoa. No meu caso, dá vontade de comeeeeeer toda hora, só besteira. Isso tem conseqüências. Fico gorda e isso abaixa minha auto-estima. Sem auto-estima, fico chata, achando que ninguém vai me querer, me achando inútil e outras coisas mais. Sempre tive tendência a ficar depressiva e isso me faz tãoooooo mal!!!
Às vezes dá vontade de largar tudo e sair! Quero sair! Ir à praia, no shoping, gastar dinheiro, ir pra balada ou simplesmente sentar num barzinho e conversar. Claro, você me diria que depois que passamos a ser mãe, tudo isso muda. Muda, sim. Mas a vida social sempre foi tão importante pra mim. Ficar em casa o dia, a semana, o mês todo não é o meu forte. Tem gente que gosta. Ficar em casa sozinha é tão ruim. Nem tanto sozinha, né? Tenho a Anna, mas ela ainda não conversa.
Outro ponto crítico é a parte financeira. Muitos gastos. Cartões atrasados com compras para a Anna que fiz antes dela nascer, compras pro quarto e pro chá de bebê ainda.
O pai é imprevisível. Às vezes liga, se interessa, conversa, mas por vezes some e está SEMPRE meio frio, distante. Hoje a ANNA faz 2 meses e ele a viu uma ÚNICA vez. Eu não quero ser chata, às vezes me anulo, engulo coisas que queria dizer pra não haver brigas e mágoas, quero ser compreensiva, mas às vezes é difícil compreender, então finjo que entendo.
Entendo menos ainda quando diz que poderíamos ALUGAR UMA CASA PRA MORAMOS JUNTOS. COMO?? Se não nos vemos, se ele nem vê a filha, não faz força pra participar do crescimento dela, se não conversa comigo pessoalmente sobre a vida de casado e nem sequer namoramos!!!!! Queria muito isso, viu? Não só por ela, mas por mim. Gosto dele, inexplicavelmente. Falar com ele às vezes me acalma, dependendo de como ele me trata.

O que me dá forças mesmo é o SORRISO da minha menina. Oh, como eu queria que ela estivesse sempre rindo!! Mas como, tadinha, ela não sabe falar o que sente, então chora. Às vezes me sinto assim, sabe? Como uma criança, eu não sei falar cara-a-cara o que sinto e sempre choro. Como sou chorona!!! E a Anna puxou a quem???????
Que sorriso lindo ela tem!!

Ontem falou: "Pá".
Parece até que estava falando papai. Rsrrsrs.
Tem horas que parece que chama: "Mamã."

DOIS MESES.

Tenho que voltar a trabalhar em setembro e não sei com quem deixar minha filhota. Tenho mesmo que trabalhar, essa vida de ficar em casa me deixa muito instável. Preciso de dinheiro. Preciso de convívio social. Preciso de ar puro.

Tadinha da minha menina, não tem culpa de nada disso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Ele é só um cara...
É só um cara. E quer mesmo saber ? É um cara como todos os outros caras.
Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou.
O mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. Ele estava ali o tempo todo, e não estava.
Ele é só um deles. Vários, uma legião, e ninguém mais.
É só um cara e não a sua vida. E não todos os dias da sua história, e não todas
as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino.
É um cara. Existem muitos destinos.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar,
não sabe que nome daria a um filho. E nem quer mais filhos.
Ele é só um cara perdido, como muitos outros caras que você encontrou, e perdeu.
Ele é só um cara. 
E você já esqueceu outros caras antes.

Será que vai dar pra esquecer esse também??

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Quem sou eu

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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