domingo, 12 de abril de 2020

Eiiiii, olha eu aquiii, depois de ... 2 anos... 

Tenho sempre muita saudade do meu querido Blog, me fez companhia DURANTE MUITO TEMPO, me acolheu, acolheu outra mães que se sentiam tão perdidas quanto eu, ajudei muita gente, fui útil. Mas o tempo passa e as prioridades mudam, a vida acaba passando um tempo sem grandes novidades e algumas a gente tem até preguiça de contar.

Bem, hoje resolvi procurar um diário da vida de alguém pra ler. Adoro. Saber da vida diária das pessoas faz com que eu me identifique com muitas coisas e isso me faz pensar em coisas para escrever. E nessa quarentena o que a gente precisa é procurar coisas pra fazer, preencher o tempo, ocupar a mente, colocar coisas em dia, aproveitar o tempo que nos falta quando tudo está normal, ou seja, sem Pandemia.

Então resolvi atualizar o Blog dando notícias da minha vida atualmente. 
  • Saúde: Há pouco tempo parei com meus remédios de depressão (Escitalopram) e estabilizador de humor (Divalcon), só tomo o Alprazolan, porém agora ele está sendo usado mais frequentemente, porque tenho tido crises de ansiedade mais frequentes. Daí tenho que tomar meio comprimido (0,5mg) quando o coração acelera e tenho falta de ar. Às vezes só 01mg que dá jeito. E assim eu vou levando, porque estava gastando R$ 200,00 só de remédios e cansei. Tive que parar a terapia ano passado, porque troquei de plano e fui poucas vezes ao psiquiatra. Esse ano ainda não fui e, pelo jeito, vou demorar bastante.  
  • Alimentação: Bem, estou de quarentena como todo mundo, né? Faço plantão um dia sim, outro não. O dia que tô em casa, só quero comer e besteira. Larica danada. Como normal só no dia de plantão, porque aí não tomo café da manhã, só almoço no horário certo, diminuí a quantidade de comida, lancho à tarde... o problema que janto à noite, não consigo evitar. Fora que bebo bastante cerveja e engorda. Aí vêm os petiscos, lanchinhos, doces, etc.
  • Emprego: Depois de 9 meses desempregada, desesperada, desnorteada, em casa me sentindo inútil, arrumei um “bico”. Deu pra segurar. Depois de 2 meses veio a convocação do Processo Seletivo que eu tinha feito para um Hospital, setor administrativo. Ao todo fiquei 11 meses desempregada. Agora estou há quase 2 meses trabalhando. Gosto a beça do meu trabalho, dou boas risadas, mas me estresso também às vezes. Normal. Trabalho em escala 12X36 (dia sim, outro não), ou seja, tudo o que nunca quis: sábado, domingo, feriado, não importa. É dia de plantão, tenho que trabalhar. Antes eu era diarista e quero voltar a ser assim que puder.  
  • Despesas: Bem, ano retrasado sai da casa da minha mãe e fui morar numa República, porque minha mãe mora muito mal e eu precisava de saúde mental, até por que trabalhava e estudava no Centro de Niterói e ela mora em São Gonçalo, por causa do trânsito eu levava duas horas pra chegar ao trabalho. Na República pagava a vaga e minha alimentação. Fora isso, também a faculdade e plano de saúde. Um tempo depois, aluguei um apê pra dividir com mais duas pessoas. Daí tudo era dividido. Depois de mais um tempo, uma menina saiu e levei minha filha pra morar comigo. Aí as contas aumentaram, porque comecei a pagar escola. Fiquei desempregada recebendo auxílio desemprego por 11 meses. Arrumei outro emprego e então tive que mandar minha filha de volta pra minha mãe, onde ela morava antes. Foi triste e está sendo bem difícil. Agora continuo pagando escola, tranquei a faculdade porque tive que fazer acordo com o plano de saúde que foi cancelado por falta de pagamento. Agora só pago o plano, esse acordo e a escola da minha filha. Pronto, acaba o $. Estou devendo minha parte do aluguel, deve estar em uns R$ 3,000. Sei lá como vou pagar.
  •  Educação: Cheguei a fazer rematrícula da faculdade no início do período, mas tive que trancar, como eu disse. Mas também com esse negócio de Covid, as aulas têm sido à distância. Pessoalmente a faculdade já é uma zona, imagina online. Ixi, foi até bom trancar. Iria começar o 8° período. Foi muito doloroso trancar, porque parece que a vida para e que nunca vou terminar, mas... nesse momento acabei concluindo que foi bom. Já basta pagara a escola da minha filha e eles não estrem ensinando nada, a gente que se vire pra fazer com ela os deveres que a escola manda por whatsapp. 
  • Atividade Física: Esse quesito fica sempre em último plano, porque o $ não sobra jamais. Engordei 15 kg após a cirurgia de abdominoplastia e lipo, que fiz há uns 2 anos. Dieta só consigo fazer quando estou malhando. Caminhar na rua enjoa, comecei e parei. Gosto mesmo é de hidroginástica, mas nunca consigo grana pra isso. Agora talvez conseguisse fazer, mas agora tem Covid. 

Gastos:
  • Roupas, sapatos e acessórios: Raramente compro algo. Tá difícil mesmo.
  • Produtos de beleza: Renovo minhas maquiagens conforme vão acabando. Compro as mais baratas. Cabelo eu aliso a raiz só, deixo o resto cacheado, mas passo prancha todo dia depois que comecei a  trabalhar. kkkkkk
  • Celular: Pago o Claro controle, mas já já vou voltar pro Pré-pago, pois a mensalidade está cara R$ 65,00
  • Gatos: Adotei dois bebês gatos, um casal. Já tive um gasto com as coisas que eles precisam, mas por enquanto foi pouco. Ruim vai ser quando tiverem que ir ao veterinário, tomar vacina, etc. A gatinha tem 3 meses e já veio castrada. O gatinho tem 2 meses e ainda vai ser daqui a algum tempo. A facada foi com o Frontline Spray, mas não fui eu que paguei. Não poderia. Kkkkkk. Eles estão lindos. O menino Théo é bem quietinho, mas é carinhoso, quer viver perto da gente. A menina Luzbella (Luz eu escolhi, minha filha insistiu em Bella. Juntei os dois, pronto.) Ela é muito brincalhona, mas brinca sozinha, corre a casa toda, não pode ver nada pendurado, mia alto a beça, implica com o Théo, mas é medrosa que só ela. Corre de nós o tempo todo. Difícil se aproximar, mas ela está baixando a guarda. Já aceita carinho.

Como vocês podem ver, a situação não está boa, mas poderia estar pior: meus gastos essenciais aumentaram bastante, o supérfluo não posso comprar. Devendo aluguel, faculdade trancada, acordo de plano, etc. Vida que segue!
Até a próxima, prometo ser breve. Feliz Páscoa.

 
terça-feira, 19 de setembro de 2017

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Terça, 19 de setembro de 2017

        De novo isso?? É um momento em que estou no trabalho e me vem uma tristeza, um nó na garganta, uma vontade incontrolável de chorar... E como é incontrolável, eu choro... Meu namorado (Sim, arrumei um namorado, depois de 3 anos lutando contra meus medos e traumas. E, ufa, a luta não acabou, ela piorou, mas depois falo sobre isso) diz: Chora! Vai pra um canto e chora. Coloca pra fora! Para de querer saber o motivo da tristeza. Se ela está aí, chora! Ele me apoia. Sinto uma enorme vontade de chorar no colo dele nesse momento.
        E pergunto a mim mesma: por que estou assim hoje? O que foi dessa vez? Quando isso vai acabar?
        Geralmente fico assim às segundas. Uma deprê quando chego no trabalho, um mau humor, desânimo de tudo. Nem com as pessoas falo direito. Mas dessa vez foi diferente. Tive uma ótima segunda-feira (ontem). Já cheguei e fui encontrar meu namorado e ele me faz bem. Demonstra tanto carinho por mim, afeto, me abraça tão forte, me envolve com seu corpo forte (bem mais alto do que eu), que me senti acolhida, amparada o dia todo. E ontem foi nosso 1º mesversário de namoro. À noite me buscou numa palestra onde eu estava. Cheguei ao carro e ouvi tocando nada mais nada menos do que Ana Carolina. Ele não fez de propósito, mas foi meu presente de 1 mês de namoro. Nada melhor do que comemorar isso (é, eu estou me sentindo radiante de comemorar meu 1º mês com ele, acreditem) ao som da minha cantora mais que preferida. Me levou pra casa, namoramos e foi uma segunda diferente, como não lembro de ter há muito (multiplique isso ao quadrado) tempo.
        Mas hoje é terça. A tristeza não teve lugar ontem, mas chegou hoje já dizendo: Achou que não ia me ver mais?? E dá uma gargalhada na minha cara.
        Penso que isso vai passar mais uma vez. Sempre passa. Procuro me ocupar e venho escrever esse post. Há meses que não posto nada no Blog.
        Procuro não pensar mais, deixar pra lá, mas a angústia tá aqui. Não tenho como me trancar e chorar.  Batem à porta toda hora, telefone toca, não quero que ninguém me veja chorando. Não suporto. Mesmo por que nem sei porque estaria chorando.
        "Imagine um carro que nunca foi levado para revisão, ele começa a fazer barulhos cada vez mais altos a ponto de um belo dia parar no meio do trânsito. Assim também acontece conosco, vamos ignorando, calando, relevando nossas inabilidades, permitindo situações, até o ponto que esse movimento acaba te cobrando por tantos "deixa pra lá"."
        Quando existem sofrimentos não resolvidos, qualquer coisa pode ser o gatilho para que aquela lágrima impertinente apareça quando a gente menos espera. E nada está resolvido dentro de mim. Nada.
        Eu tô vivendo (ou tentando) um novo tempo. Um reinício. Meu namorado me ajuda, mas também me atrapalha, porque meus pensamentos vão a mil e o medo de me tornar uma dependente emocional, uma fraca aos olhos dele, me apavora. Homem gosta de mulher forte, segura, que se basta. E eu? Eu não sei mais quem eu sou.
        Tô vivendo uma mudança e essa mudança começou há um mês!! Uma mudança drástica não acontece assim! É preciso tempo! Não me sufoquem pra mudar tão rápido! Minha ansiedade não aguenta!
        Toda grande mudança significa dizer adeus a um outro tempo que não existirá mais e, mesmo que tenha sido cheio de maus momentos, teve um grande significado na minha vida. Em tempos de mudança nós nos tornamos muito sensíveis a tudo, e as lágrimas muitas vezes chegam sem nenhum motivo específico. Esse é o caso.
        Engraçado (na verdade não é)... Eu era uma pessoa tão sensível, romântica, idealista, sonhadora, carinhosa, amiga, companheira, fiel... E aos poucos fui endurecendo com as porradas (sim, soltei um palavrão) da vida, das pessoas e as que eu mesma me dei. E me tornei isso. O que sou hoje. Um inverso. E agora tenho que voltar ao que era antes, porque estão me "exigindo". " - Não pode ser tão fria", eles dizem. " - Não pode desistir de tudo assim", sempre ouço.
        Mas e agora? Como faço pra voltar a ser como antes? Será possível? Só eu voltasse para o útero da minha mãe... Mas não dá. A vida é uma frequente e incessante mudança. Nem sempre pra melhor.

        Ai, tristeza, por favor vai embora...

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Filha, queria conversar com você. Acho que essa é a hora certa de te dizer algumas coisas. Talvez você ainda não entenda bem, mas não sei se devo adiar mais, porque não sabemos quando algo pode acontecer e as coisas podem ficar sem explicação pra você.
Antes de você chegar, o meu mundo não tinha mais razão de ser. Explicando melhor, eu tinha perdido a vontade de continuar caminhando. Tinha vontade de parar. Estava cansada, sabe? Mas não cansada de corpo, assim quando você fica depois de brincar horas e horas e dá a hora de ir pra casa e você sente que seu corpo não quer mais andar, quer só deitar na cama e dormir, descansar. Não tô falando desse cansaço. Tô falando de um cansaço bem maior. Um cansaço por dentro, talvez no coração. Uma tristeza. Não aquela tristeza que você sente quando eu digo que não vou te levar pra passear por estar cansada. Não é dessa tristeza que tô falando. Me refiro à uma tristeza bem maior. Enfim. Não vou me aprofundar nisso agora. Mas espero que você nunca, em toda a sua vida, conheça essa sensação de cansaço e tristeza das quais tô falando. Quero te ver bem e feliz sempre. Sempre. Aliás, a última coisa que quero no mundo e em toda a minha existência, é ver você sentindo essas coisas.
Então, eu resolvi ter você. Resolvi que tendo uma vida com a qual me preocupar, eu não sentiria mais esse cansaço e essa tristeza tão perturbadores. Eles me tiravam as forças, sabe? É isso. Eu não tinha mais força. Sabe quando algumas vezes você estava quase adormecendo sem tomar banho e eu fazia você levantar e ir pro banheiro? E seu corpo não queria ir, porque queria só dormir. Ou quando você adormecia no ônibus e na hora de saltar eu te acordava e seu corpo não queria responder? Você só queria continuar dormindo? As pernas não obedeciam, tanto era o cansaço. Era mais ou menos isso que eu sentia, mas de uma forma insuportável.
Daí você chegou. Não foi nada fácil, sabe, filha? Porque o bom da vida, e é o que eu quero pra você, é que tenhamos alguém pertinho o tempo todo pra nos ajudar enquanto esperamos um bebê. A gravidez tem momentos incríveis, mas também tem momentos desconfortáveis, momentos de sensibilidade extrema, momentos de medo, porque não sabemos como lidar muitas vezes e também momentos de questionamentos. Um sentimento de: Será que vou saber fazer tudo certinho? E nesses momentos,  contamos com o nosso esposo, o papai daquele bebê que está crescendo em nossa barriga. Filha, quero te dizer isso. O meu desejo é que no momento em que você estiver esperando o seu bebezinho, você tenha um esposo pra compartilhar esses momentos com você! Quero que tudo seja diferente pra você! Porque eu não tinha o seu papai por perto, filha. Eu fiz tudo errado. Eu estava perdida e acabei deixando as coisas fora de controle. E tive momentos de muita tristeza por isso, sabe, filha? E ainda tenho, porque até hoje o seu papai não está presente como deveria ser. E a culpa é minha. Te peço desculpas, perdão por isso. Você merece ter o melhor pai desse mundo e eu não pensei nisso quando te gerei, porque eu estava preocupada com as minhas tristezas e meu cansaço.
Mas, filha, depois que você chegou tudo mudou. As coisas passaram a ter cor, razão, sentido. E eu passei a viver pra você, por você. E sei que muitas, muitas vezes eu te entristeço e me entristeço também. Mas muitas alegrias eu tenho pelo fato de ter você! Aquele orgulho que sinto quando vejo você aprendendo a ler poucas palavras, desenhando bonequinhos com olhos, boca, cabelo... Às vezes sem os bracinhos, tá certo. Mas sei que isso tem um significado. Alguma coisa te falta, filha. Talvez o afeto paternal, talvez a estrutura familiar... Mas saiba que eu me culpo todos os dias por isso. E só peço que você faça diferente de mim... Cresça, se ame, estude, tenha uma profissão, namore um rapaz que te respeite, te ame, cuide de você... E depois se case. E só depois pense num bebê. Pra que as coisas funcionem minimamente bem. Tá certo que nem sempre as coisas funcionam bem, mesmo seguindo essa ordem. A vida nos dá rasteiras e, devo te dizer, algumas pessoas também. Decepções são normais, embora muito doloridas. Não posso esconder isso de você, muito pelo contrário, devo te alertar, porque te amo e quero que você saiba lidar com as frustrações, como não me ensinaram. Mas também, filha, não se sinta obrigada pela sociedade ou por familiares ou amigos, etc, a seguir padrões, porque por causa deles às vezes viramos bonecos, robôs, pessoas manipuladas e, com isso, frustradas por não conseguirmos atingir esses padrões. Só te aconselhei  a crescer, se amar, estudar, etc, porque assim as coisas têm mais chances de darem certo e assim você não se torna alguém como eu. Eu não sou ruim. Não é isso. Só não segui os bons exemplos, porque não tinha muito a minha volta e com isso me perdi. Minha família é totalmente disfuncional. Sempre foi, apesar de querer mostrar ao todos que não. Mas sei que mesmo fazendo parte dessa família, você pode vencer. Ninguém conversou comigo assim antes, porque talvez (com certeza) tudo seria diferente agora...

Te amo, filha... E quero que você seja a pessoa mais feliz desse mundo!!

Com o maior amor do mundo, mamãe...


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

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Então, tô de volta! 

    Esse blog tem 5 anos, escrevo desde a gravidez. Fui uma grávida solteira e adivinhem??? Permaneço solteira! Pois é. Não tá fácil, viu?
    Mas venho dizer que to a fim de terminar de vez o ciclo desse blog e recomeçar. Recomeçar em outro ambiente. Lá não vou deixar de contar meus desafios da maternidade solo, pois conheci pessoas que me ajudaram e eu também pude ajudar muita gente através desse blog e eu o AMO. É o meu xodó. Ainda pretendo reler minhas postagens pra que eu mesma possa ver que o pior já passei e poder erguer minha cabeça nas horas de maior dificuldade. 


    Quero deixar claro que durante esses anos desisti de me intitular MÃE SOLTEIRA, mas as pessoas continuam me rotulando assim (não ligo). E as próprias mães continuam se rotulando assim. Então vou deixar algumas tags no novo blog pra que as ‘mães solteiras’ possam me encontrar com facilidade ao fazer uma pesquisa no Google, por exemplo. Mas eu mesma não gosto de me rotular mais assim. Mãe é mãe e pronto. Solteira, sim, é um estado civil, mas ‘mãe solteira’ não é estado civil. Sou mãe e estou solteira. Ponto. Não me vitimizo por conta disso e também não me orgulho disso. Mas por erros meus, crio minha filha sem a presença do pai. Erro de escolha, negligência, etc. Se pudesse, faria tudo diferente.

    Em 2011, 2012 (aqui também) e 2016 eu fiz listinha de Ano Novo. E agora resolvi voltar, rever minhas listas anteriores, checar pra ver o que realizei e fazer uma pra 2017. Vou deixar aqui minhas realizações e vou postar no novo blog também. E lá posto minhas novas metas.

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Em 2012 e 2013 eu pretendia / O que realizei ou não / Meta pra 2017:
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- EMAGRECER 20 KILOS. (Engordei 15 depois da gravidez.) Emagreci bastante após a gravidez, mas fico sempre com +- uns 5 quilinhos a mais e depois emagreço. Depois volto a engordar e por aí vai. Agora estou 7 quilos acima do peso.)  META 2017
- FAZER UMA TATOO. (Ainda não consegui. Money ä) META 2017
- VOLTAR A IR À PRAIA.  (Fui a praia no fim de 2015 muitas vezes, mas freqüentar como antes da maternidade, nunca mais consegui.) META 2017
- VOLTAR A IR AO CINEMA. (Também não voltei a freqüentar cinemas, fui poucas vezes e levei Bia agora em 2016 pela primeira vez.) META 2017
- IR À IGREJA (Ou voltar às baladas?) Voltei à igreja, mas saí de novo. Agora tô nas nights. Não curto balada mais, vivo cansada e quero sentar sempre. Então vou a barzinhos e às vezes viro a noite. Mas sempre sentada. Hahahhaha)
- FAZER UM LIVRO DO BEBÊ DE ANNA BEATRIZ. (Nunca fiz L)
- REVELAR TODAS AS FOTOS QUE PRECISO. (Tenho zilhões de fotos pra revelar, mas nunca revelo.)
- COMPRAR UMA CADEIRA PRO MEU PC. (Nunca comprei e agora uso o notebook, então não vou mais comprar. Rsrsrs)
- ESTUDAR PARA ALGUMA COISA! (Comecei a faculdade esse ano! Uhuul! Ah, e fiz um concurso também - EBSERH)
- JUNTAR DINHEIRO. (Para o final do ano de 2012 e para o aniversário de Nanna.) (Nunca juntei.) META 2017
- TRATAR ESTRIAS. (Tratei durante um tempo, depois não tive mais Money, então elas ficaram aqui.)
- PINTAR O CABELO DE VERMELHÃO. (Pinteeeei!!!!! Mas depois enjoei.)
- TRATAR VASOS NA PERNA. Varizes. (Nunca tratei, mesmo trabalhando no hospital.) META 2017
- VER/tratar A DORMÊNCIA DA PERNA. (Após a gravidez, tive essa dormência durante muito tempo, depois foi embora sozinha. Que bom.)
- TRATAR OLHEIRAS. (Elas continuam aqui. Money ä)
- FAZER ÓCULOS E LENTES. (Fiz meu óculos de oncinha, mas lentes nunca fiz.)
- FAZER NOVA IDENTIDADE. (A minha tá um Ó.) (Fiz uma nova, mas a foto está tão horrível que quero fazer outra. Rsrsrsr)
- IR AO DENTISTA. (Fui ao dentista, fiz tratamento e já preciso ir de novo.) META 2017

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Em 2016 eu pretendia (veja aqui) / O que realizei ou não / Meta pra 2017:
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♥ Pretendia voltar pra casa da minha mãe, porque pretendia iniciar minha faculdade de Psicologia e morar numa República próxima ao trabalho e à faculdade. Me mudei, iniciei a faculdade, mas continuei morando com minha mãe. Visava morar numa República por conta do meu bem estar, assim não pegaria mais trânsito e  melhoraria minha qualidade de vida, mas preferi abrir mão disso pra ficar mais perto da minha filha, que ficou muito mais apegada a mim.

♥ Escrever um Semanário, ao invés de diário. Toda semana ia fazer um resumo dos acontecimentos, mas não consegui continuar.

♥ Queria voltar à academia, mas não consegui. META 2017

♥ Queria aprender inglês, mas não pude e ainda não posso bancar. Tentei aprender alguma coisa pelo APP DUOLINGO, mas parei por causa da faculdade, que tomava o meu tempo. META 2017

♥ Escrever mais no Blog e no meu Semanário. Tenho um Blog anônimo, onde desabafava sobre coisas que não contaria a ninguém, mas não dei continuidade também por falta de tempo.

♥ Queria gravar vídeos para o YouTube. Cheguei a gravar um, mas nunca editei e nem postei. Quem sabe agora? META 2017

♥ Queria aproveitar mais o tempo com minha filha, fazer coisas legais e ter mais, muito mais paciência com ela. Desejava intensamente ser uma mãe melhor. Em muitos momentos não consegui, mas me esforcei e acho que tive um saldo positivo. META 2017

♥ Queria tirar mais fotos de detalhes dos meus dias pra me recordar de cada momento, mas não foi como eu queria. Será que nesse ano consigo? META 2017

♥  Voltar e manter meus 63 kg. (Tomei Sibutramina mais uma vez, mas me sentia muito mal com as palpitações, então tive que parar.) Não consegui voltar aos 63kg. META 2017

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Bem, essas foram minhas metas para 2012, 2013 e 2016, algumas adiadas, outras canceladas e poucas cumpridas. gora se inicia mais um ano e o contador recomeça. Novas chances. No próximo post vou relacionar as novas metas pra 2017!!!


FELIZ ANO NOVO PRA TODOS!!!


Veja aqui  minhas metas pra 2017!




quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Lendo uma matéria sobre uma carta que a esposa traída enviou à ex-amante do seu marido, muitas coisas me voltaram à cabeça e decidi escrever uma também. Não quero que o destinatário leia, nem há essa possibilidade, mas desejei escrever como uma forma de desabafo.


Querida ex do meu ex,


Há algum tempo você decidiu me enviar uma mensagem através do meu bate-papo no Facebook e isso foi como um grande soco no meu estômago. Aliás, foi como socos seguidos no estômago. Lembra-se que dia era? Dia 31 de dezembro, véspera de Ano Novo. Estávamos pra lá e pra cá, meu namorado, nossos amigos e eu, arrumando tudo para o nosso réveillon. Sempre amei viradas de ano. Talvez fosse uma das duas melhores datas pra mim, porque a outra era quando eu fazia aniversário. Queria que você tivesse esperado pelo menos até o dia 1º de janeiro.
Eu me perguntava por que você escolheu essa data. Na certa sabia o quanto estragaria o momento de felicidade que preparávamos pra passarmos juntos, eu e meu namorado. Sabia o quanto seria marcante pra mim e que teria uma grande briga naquele dia, satisfazendo assim o seu ego, a sua vontade e também colocando em prática o seu plano de vingança. O fato era que o seu ex não queria mais voltar a ter um relacionamento com você, mesmo que casual, como foi relatado por você mesma na mensagem que me enviou.
Pensava também em como você me odiava por eu ter entrado na vida do seu ex, como se eu fosse a culpada do término do relacionamento que já havia acabado há anos. Até minha filha você atacou com suas palavras, tamanho era o ódio. E minha filha, com apenas três anos, o considerava como pai. Não tinha culpa também.
Sei bem o quanto é ruim amar alguém que não nos ama. Sei como é passar dia após dia pensando naquele cara e desejar a presença dele com todas as forças. E sei o quanto fere saber que ele já está em outra, já refez a vida e seguiu. E era isso que você sentia. Mas se ele não queria mais ter uma vida com você (ou pelo menos ele dizia e demonstrava isso), eu já não podia fazer mais nada. Não foi culpa minha. Nos conhecemos bem depois da separação de vocês.
Me perguntava também por que você deixou se passarem 6 meses para me contar sobre a traição. Será que foi quando você perdeu a esperança de tê-lo junto a você novamente numas horas de sexo casual?? Quem sabe depois dessas horas de “amor” de vocês, você não achou que ele iria me abandonar pra voltar pra você?Ou pelas duas coisas?? E o quanto esse encontro foi premeditado por você?? Você realmente queria apenas umas horas de sexo com ele ou apenas uma forma de me ferir quando me contasse? Ou ainda apenas nos separar?? Mas ele não me deixou e isso te feriu ainda mais. E você teve duas opções: ou deixar que ele seguisse em frente e tentasse ser feliz ao meu lado ou destruir aquele relacionamento que te cortava o coração. Você escolheu a segunda opção. E você esperou o momento certo pra me contar. Talvez você já não agüentava mais nos ver sorrindo juntos nas redes sociais. Tantas perguntas que já não espero resposta. Eu não entrei em seu relacionamento, você que entrou no meu.
Você disse naquela mensagem que ele havia me traído com você no dia 11 de junho, um dia antes do dia dos namorados. Aliás, ele me enviou um buquê de rosas lindas no meu trabalho no dia 12, as quais joguei no lixo, porque ele havia sumido no dia anterior realmente e, pela primeira vez, desligado o celular. Estávamos realmente brigados, mas liguei muitas vezes pra ele e estranhei saber que tinha desligado o telefone, porque mesmo quando brigávamos, ele não fazia isso. Então, 6 meses depois quando você me enviou a mensagem me detalhando até sobre a desculpa que ele tinha dado, eu juntei o quebra-cabeça e não tive dúvidas de que era verdade. E também não tive dúvidas de que foi tudo premeditado. Só ele não percebeu a cilada em que estava se metendo. Homens são assim.
Foi bizarro pra mim, saber que o meu namorado tinha me traído com a ex que ele mais odiava, que odiava com todas as forças e por quem sempre fazia discursos de ódio. Até a sua morte o ouvi desejar tantas vezes. Então saber que a traição havia sido exatamente com você, me deixou duplamente dilacerada. Traição dupla.
Nós brigávamos, sim, como muitos casais por aí. Nunca fui perfeita e várias vezes brigava com ele por achar que eu não era pra ele o que ele era pra mim. Cobrava mais atenção. E quando soube da traição, vi o quanto eu estava certa quando achava isso. Talvez você fosse mais importante pra ele do que eu, mesmo não havendo mais relação entre vocês. Em questão de sexo, sei que eu não deixava a desejar, então não entendo até hoje o porquê dessa recaída, diante de todas as coisas que eu o ouvia falar contra você, mesmo sendo mãe do filho dele.
Hoje em dia, eu os perdoei, não sinto ódio, raiva, mágoa, nem nada. Mas queria que você soubesse o quanto foi difícil pra mim. Foi o pior réveillon da minha vida. Terminamos, ele negou durante muito tempo, até que confessou, uma vez que não tinha como negar a data e os fatos. A minha filha, como eu disse, o considerava um pai e ficava perguntando por ele todos os dias, durante mais de um ano. Até hoje pergunta e o chama de pai.
Depois eu resolvi tentar novamente, não o havia perdoado, nem jamais tinha aceitado, mas tentei dar uma chance. Fomos morar juntos, fizemos chá de casa nova, compramos móveis juntos, montamos nossa casa do nosso jeitinho. Pintamos juntos a parede do quarto, pra dar um toque no nosso “ninho de amor”. Mas em nenhum minuto eu era capaz de esquecer aquela traição. Então eu orava sozinha, orávamos juntos, eu chorava diariamente querendo sentir o perdão. Mas não teve jeito. Não teve como fazer amor, olhar nos olhos, me sentir feliz. A tristeza era constante, as brigas pioraram. Abri mão dele. Mandei-o embora. Acabou ali um namoro e um “casamento” que poderia ter dado certo.
Às vezes me pergunto o que faltava em mim que ele encontrou em você. Eu dava tudo a ele... fazia o melhor... e se brigava com ele, era apenas porque eu queria mais atenção.
Hoje trabalhamos no mesmo local, nos vemos de vez em quando e nossa vida juntos me vem à cabeça. Só eu sei o quanto eu desejei formar uma família com ele. Mas você entrou no meio. Não apenas por ter entrado, porque, afinal, ele quis. Mas por ter me contado no intuito de me ferir a ponto de eu não agüentar dar continuidade.
Mas ele já formou outra família. Está feliz.
Eu espero que você esteja feliz também com sua nova família. Pelo jeito quem saiu perdendo nisso foi só eu mesma. Cada um seguiu sua vida.
Eu espero também que você tenha aprendido com essa história e encontrado o amor, de modo que você não precise mais se enfiar no relacionamento de ninguém. E desejo muito que você nunca passe pelo que vocês me fizeram passar. Porque dói. Eu não confesso pra ninguém, mas dói até hoje.
Encontre a paz e deixe as pessoas viverem em paz!


sexta-feira, 22 de julho de 2016
Hoje acordei com vontade de escrever cartas. Cartas à mão como aquelas que escrevi no passado. Lembro-me bem como me sentia feliz quando via uma carta endereçada a mim quando eu era ainda adolescente. E fui procurar no Google sobre isso pra ver quantas pessoas ainda se importam em escrever cartas... Não encontrei muita coisa e até tive uma ideia de fazer uma página onde as pessoas possam colocar seus endereços se desejarem receber uma carta amiga de pessoas de todo lugar do mundo...
Mas jogando no Google, cheguei até esse blog e me deparei com essa postagem, que na verdade foi uma postagem de Facebook em forma de “carta”.
Me senti tão ‘garota do maiô verde’!!! Já tive muitos momentos assim na adolescência e na fase adulta também, onde me escondia e nem mesmo ia dar um mergulho no mar por vergonha do meu corpo.
Aí está a postagem com palavras que eu mesma escreveria a alguém hoje em dia...

Querida garota do maiô verde,
Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.
Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar.
Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças.
Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Te percebi, e não pude evitar te ver.
Vi que você foi a última a ficar só em traje de banho. Vi você ficar atrás de todo o grupo, discretamente, e tirar a camiseta quando acreditava que ninguém estava olhando. Mas eu estava. Não estava olhando para você, mas te vi.
Vi você se sentar na toalha em uma postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.
Vi você colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços de sua estudadíssima posição casual.
Vi você se levantar para ir dar um mergulho e engolir em seco, nervosa por ter de esperar assim, de pé, exposta, por sua amiga, e usar uma vez mais seus braços para encobrir as estrias, a flacidez, a celulite.
Vi você agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto ia se afastando do grupo tão discretamente como tinha feito antes para tirar a camiseta.
Não sei se tinha algo a ver, em sua insatisfação consigo mesma, o fato de a amiga por quem você esperava soltar a longuíssima cabeleira sobre as costas em que só faltavam as asas da Victoria’s Secret. E enquanto isso você ali, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em si mesma, de si mesma.
E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha.
Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.
Queria poder te dizer que vi que carrega um livro na bolsa, e que qualquer ventre que agora tenha seus dezesseis anos provavelmente perderá a firmeza muito antes de você perder o juízo. Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.
Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz.
Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.
Eu gostaria de poder te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que você é apesar de seu corpo e sim adorará seu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha em seu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece seu amor.
Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição.
O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?
Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.
Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…
Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.
E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.
Porque é assim que todos merecemos ser amados.

E é assim que todos deveríamos amar.

POR Jéssica Gomez http://jessicagomezautora.com/

Quantas e quantas vezes deixamos de nos divertir,
aproveitar os momentos, as pessoas entre outras coisas,  por nos preocuparmos com o que as pessoas estão achando de nós???
 
 


segunda-feira, 4 de julho de 2016






De volta quase 5 meses depois!
Lendo meu último post, me assustei! Foi o cúmulo da exposição. Hahahahaha. Expus tudo o que tinha acontecido no meu réveillon e eu mesma me surpreendi ao perceber que contei uma coisa tão íntima. Ás vezes perco a noção das coisas, mas enfim, até pensei em excluir, mas desisti, afinal esse é o espaço que uso desde a gravidez pra relatar os acontecimento de uma vida de “mãe solteira”. E hoje em dia não me rotulo mais assim, sou mãe e pronto. Solteira por opção. Ou por falta dela. Hehehehehe.

Como disse no post anterior, meu réveillon foi doloroso, pois queimei meus pés na areia, queimaduras dignas de serem cuidadas numa emergência, uma UPA dessa doida aí da vida, mas quem disse que vou em UPA dia 31/12? Não por isso. Tratei em casa mesmo e melhorou.

Durante alguns meses ainda encontrei o E. e hoje somos amigos apenas. Continuo gostando imensamente dele e agradecendo por toda a sinceridade que usou comigo. Se todas as pessoas usassem tudo em pratos limpos assim, o mundo seria mais habitável.
Foram momentos maravilhosos junto a ele na praia e os curti intensamente. Porém, o E. é um cara livre, desprendido de tudo e quando pra mim não dava mais, eu resolvi acabar com aqueles momentos. Foi simples? Não. Pra mim nada é simples. Mas foi mais fácil do que em outras situações, afinal não sei viver essa vida de “sexo sem compromisso”. De vez em quando ainda nos falamos pra saber como o outro tá e sempre prometo ir lá vê-lo, mas nunca vou. Melhor assim.


No post anterior, eu também disse que comecei o ano com todo o gás, muitos planos e metas, animadérrima, falei sobre liberdade, fazer o que gosta, pudor, cobranças a mim mesma, etc. bem, digo que em dez/15, no dia em que conheci o E. algo mudou em mim mesmo e as mudanças têm se evoluído desde então. MUITA coisa mudou por dentro.

1ª mudança: Não fui mais à igreja, pela qüinquagésima vez eu me distancio da igreja e de Deus. Foi aos poucos, mas aconteceu. Naquela época já questionava algumas coisas, porque passei  ver como tudo era tão restritivo, punitivo, limitado, errado, pecado. E minha cabeça foi mudando muito. Passei a relembrar minha criação e infância, ensinamentos da minha família e tudo o mais e minha cabeça deu um nó. Então parei de me punir. Parei de exigir de mim. Parei de querer ser o que eu nunca consegui ser. Não consigo viver com todas essas restrições. Algo dentro de mim ainda pulsa e se pergunta qual é o certo. Ainda me sinto frustrada por não conseguir seguir esse caminho, ou padrão, ou evangelho... não sei explicar. Agora falo palavrão, bebo umas cervejas aos finais de semana, faço piadas sacanas, etc. Nada demais, mas minha família e conhecidos ficariam horrorizados, porque são contra tudo isso e ficaram imensamente felizes quando eu estava na igreja e parecia ter encontrado meu caminho pra sempre dessa vez. E fora que eu nunca fui de falar palavrões, nem minha família. Alguns diriam até que foi por causa do início da faculdade, mas não. Posso dizer que a reviravolta se iniciou em dezembro, quando tive uma das maiores decepções da minha vida com o ser humano, o que me tornou uma pessoa bem descrente. Mas pula essa parte. Vamos pra parte da faculdade. Aaaaaahhh, comecei minha tão sonhada faculdade!!!! Minha linda Psicologia!
No último post inda ia fazer o vestibular, passei, fiz o primeiro período e já estou de férias!! Nossa! Voou!!
Em fevereiro levei minha mudança pra casa da minha mãe, com o intuito de começar a faculdade e morar numa República próxima ao trabalho e faculdade, já que minha filha não me veria nem de manhã e nem à noite quando eu voltasse tarde. Engano meu. Me mudei e estou até hoje na casa da minha mãe, porque minha filha acorda todos os dias junto comigo e às vezes está acordada quando eu chego. Ficou um chamego, um grude comigo e não quer me largar pra nada. Então desisti da ideia da República.


Porém, voltar pra casa da minha mãe gerou muitos e muitos conflitos. Vou contar sobre a  faculdade e sobre essa volta em outros post’s, pra esse aqui não virar um livro. Hahahahahah.
Sobre o fato de eu estar há uns meses atrás uma pilha de nervos, uma panela de pressão pronta pra explodir, dei uma melhorada de leve. Fui ao psiquiatra, comecei a tomar algumas medicações e isso me deu uma aliviada, mas não resolveu; ainda continuo ansiosa e tendo momentos bem ruins, que posso contar em outros post’s também. Mas ele disse que a terapia é que vai resolver. Comecei a terapia há uma semana, essa semana será a 2ª sessão.

Sobre o
Slenfig, tomei pouco tempo, porque passava bem mal e resolvi parar. Hoje estou com 67kg. Droga!

O relacionamento com minha filha melhorou bastante. Hoje eu tenho mais paciência com ela do que minha mãe. Depois de todas essas mudanças pelas quais passei, to um pouco mais de boa e despertei pra uma coisa que não havia pensado antes: eu estava criando minha filha da mesma maneira restritiva e punitiva na qual fui criada e isso me fez repensar muitos comportamentos meus também. Sou mais ‘de boa’ com ela, impondo limites, mas não controlando a todo instante. Em compensação, minha mãe parece bem cansada e a controla todo o tempo. Já tivemos uma briga feia esses dias por conta disso. Depois eu conto também.
Então dessa vez é só (isso tudo). Parando pra pensar, tenho bastante novidades, né? Minha vida deu uma andada. Emocionalmente talvez não, mas espero resolver essa parte também, com a terapia.


Beijinhos!!





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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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