segunda-feira, 4 de julho de 2016






De volta quase 5 meses depois!
Lendo meu último post, me assustei! Foi o cúmulo da exposição. Hahahahaha. Expus tudo o que tinha acontecido no meu réveillon e eu mesma me surpreendi ao perceber que contei uma coisa tão íntima. Ás vezes perco a noção das coisas, mas enfim, até pensei em excluir, mas desisti, afinal esse é o espaço que uso desde a gravidez pra relatar os acontecimento de uma vida de “mãe solteira”. E hoje em dia não me rotulo mais assim, sou mãe e pronto. Solteira por opção. Ou por falta dela. Hehehehehe.

Como disse no post anterior, meu réveillon foi doloroso, pois queimei meus pés na areia, queimaduras dignas de serem cuidadas numa emergência, uma UPA dessa doida aí da vida, mas quem disse que vou em UPA dia 31/12? Não por isso. Tratei em casa mesmo e melhorou.

Durante alguns meses ainda encontrei o E. e hoje somos amigos apenas. Continuo gostando imensamente dele e agradecendo por toda a sinceridade que usou comigo. Se todas as pessoas usassem tudo em pratos limpos assim, o mundo seria mais habitável.
Foram momentos maravilhosos junto a ele na praia e os curti intensamente. Porém, o E. é um cara livre, desprendido de tudo e quando pra mim não dava mais, eu resolvi acabar com aqueles momentos. Foi simples? Não. Pra mim nada é simples. Mas foi mais fácil do que em outras situações, afinal não sei viver essa vida de “sexo sem compromisso”. De vez em quando ainda nos falamos pra saber como o outro tá e sempre prometo ir lá vê-lo, mas nunca vou. Melhor assim.


No post anterior, eu também disse que comecei o ano com todo o gás, muitos planos e metas, animadérrima, falei sobre liberdade, fazer o que gosta, pudor, cobranças a mim mesma, etc. bem, digo que em dez/15, no dia em que conheci o E. algo mudou em mim mesmo e as mudanças têm se evoluído desde então. MUITA coisa mudou por dentro.

1ª mudança: Não fui mais à igreja, pela qüinquagésima vez eu me distancio da igreja e de Deus. Foi aos poucos, mas aconteceu. Naquela época já questionava algumas coisas, porque passei  ver como tudo era tão restritivo, punitivo, limitado, errado, pecado. E minha cabeça foi mudando muito. Passei a relembrar minha criação e infância, ensinamentos da minha família e tudo o mais e minha cabeça deu um nó. Então parei de me punir. Parei de exigir de mim. Parei de querer ser o que eu nunca consegui ser. Não consigo viver com todas essas restrições. Algo dentro de mim ainda pulsa e se pergunta qual é o certo. Ainda me sinto frustrada por não conseguir seguir esse caminho, ou padrão, ou evangelho... não sei explicar. Agora falo palavrão, bebo umas cervejas aos finais de semana, faço piadas sacanas, etc. Nada demais, mas minha família e conhecidos ficariam horrorizados, porque são contra tudo isso e ficaram imensamente felizes quando eu estava na igreja e parecia ter encontrado meu caminho pra sempre dessa vez. E fora que eu nunca fui de falar palavrões, nem minha família. Alguns diriam até que foi por causa do início da faculdade, mas não. Posso dizer que a reviravolta se iniciou em dezembro, quando tive uma das maiores decepções da minha vida com o ser humano, o que me tornou uma pessoa bem descrente. Mas pula essa parte. Vamos pra parte da faculdade. Aaaaaahhh, comecei minha tão sonhada faculdade!!!! Minha linda Psicologia!
No último post inda ia fazer o vestibular, passei, fiz o primeiro período e já estou de férias!! Nossa! Voou!!
Em fevereiro levei minha mudança pra casa da minha mãe, com o intuito de começar a faculdade e morar numa República próxima ao trabalho e faculdade, já que minha filha não me veria nem de manhã e nem à noite quando eu voltasse tarde. Engano meu. Me mudei e estou até hoje na casa da minha mãe, porque minha filha acorda todos os dias junto comigo e às vezes está acordada quando eu chego. Ficou um chamego, um grude comigo e não quer me largar pra nada. Então desisti da ideia da República.


Porém, voltar pra casa da minha mãe gerou muitos e muitos conflitos. Vou contar sobre a  faculdade e sobre essa volta em outros post’s, pra esse aqui não virar um livro. Hahahahahah.
Sobre o fato de eu estar há uns meses atrás uma pilha de nervos, uma panela de pressão pronta pra explodir, dei uma melhorada de leve. Fui ao psiquiatra, comecei a tomar algumas medicações e isso me deu uma aliviada, mas não resolveu; ainda continuo ansiosa e tendo momentos bem ruins, que posso contar em outros post’s também. Mas ele disse que a terapia é que vai resolver. Comecei a terapia há uma semana, essa semana será a 2ª sessão.

Sobre o
Slenfig, tomei pouco tempo, porque passava bem mal e resolvi parar. Hoje estou com 67kg. Droga!

O relacionamento com minha filha melhorou bastante. Hoje eu tenho mais paciência com ela do que minha mãe. Depois de todas essas mudanças pelas quais passei, to um pouco mais de boa e despertei pra uma coisa que não havia pensado antes: eu estava criando minha filha da mesma maneira restritiva e punitiva na qual fui criada e isso me fez repensar muitos comportamentos meus também. Sou mais ‘de boa’ com ela, impondo limites, mas não controlando a todo instante. Em compensação, minha mãe parece bem cansada e a controla todo o tempo. Já tivemos uma briga feia esses dias por conta disso. Depois eu conto também.
Então dessa vez é só (isso tudo). Parando pra pensar, tenho bastante novidades, né? Minha vida deu uma andada. Emocionalmente talvez não, mas espero resolver essa parte também, com a terapia.


Beijinhos!!




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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia (mas cheia de problemas de cabeça. rsrrsrsrs), mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória, dos meus sentimentos, minhas muitas lamentações, etc.

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